Implantodontia: 4 dicas para escolher o substituto ósseo ideal

Encontrar a solução perfeita em enxertos ósseos no mercado de implantodontia é um dos grandes desafios dos profissionais da área. Origem, características, geometria, adaptação ao organismo do paciente e manipulação do produto são algumas das dúvidas que pairam na cabeça de qualquer dentista. Sem falar na quantidade de material que pode vir a ser desperdiçado durante apenas um procedimento.

Pensando nisso, separamos algumas dicas com ajuda do Dr. Augusto Bessa. Nosso objetivo é auxiliar você, doutor ou doutora, na escolha do melhor enxerto ósseo para o seu consultório. Confira:

1- Conheça a origem do material: independentemente da origem ou método de produção, o substituto ósseo deve atender determinados critérios e demonstrar algumas características definidas, adequadas aos procedimentos de aumento ósseo. Por exemplo, o material deve obrigatoriamente ser seguro e biocompatível para evitar o risco de transmissão de doenças ou resposta imunes ao paciente. No caso dos enxertos autógenos, isso não é um problema (a menos que tenham sido manipulados de forma inadequada durante o processo cirúrgico).

2- Saiba quais são as características do produto: vale lembrar que as características superficiais dos substitutos ósseos são determinadas pela sua composição química, macroporosidade, rugosidade superficial, cristalinidade e tamanho do cristal. Tais características são fundamentais para a absorção proteica inicial, adesão de osteoblastos e osteoclastos e deposição de osteoide para a aposição direta do osso recém-formado na superfície.

3- Entenda a geometria: ela deve favorecer a invaginação pelos vasos sanguíneos, crucial para a formação óssea dentro do material. Portanto, o material deve possuir macroporos interconectados. A macroporosidade é fundamental na revascularização dos substitutos ósseos usados em forma de blocos. Quando enxertos particulados são utilizados, é mais provável que a invaginação vascular entre as partículas do enxerto ocorra com sucesso. Dessa forma, é fundamental que o implantodontista não comprima muito forte o material, permitindo uma revascularização livre do volume aumentado.

4- Conheça as propriedades de manipulação: precisam ser muito bem respeitadas, variando com a indicação clínica do implantodontista. Por exemplo: se o material é aplicado em áreas onde os implantes serão colocados mais tarde (como nos casos de alvéolos de extração), o material deve ser reabsorvido em conjunto com a formação do novo osso ou durante a sua remodelação, permitindo assim que os implantes sejam colocados apenas em osso vital. Em outras situações, uma baixa taxa de substituição ou mesmo um material não reabsorvível pode ser até mais favorável.

Então, qual produto é a melhor escolha?

A nossa sugestão de enxerto ósseo que combina todas as características acima é o nosso Nanosynt, um material sintético bifásico de substituição óssea à base de fosfatos de cálcio (60% de hidroxiapatita e 40% de ß-fosfato tricálcico) com morfologia nanoestruturada que garante excelente resposta biológica e resultados clínicos.
E quando o doutor ou a doutora deverá utilizá-lo?

A nossa recomendação é usar o Nanosynt quando houver:

– Defeitos ósseos intraorais e maxilofaciais pequenos ou médios e que apresentem no mínimo 3 paredes remanescentes de suporte.
– Reconstrução ou preenchimento alveolar de 1 ou vários elementos (ex.: após exodontia) ou na reconstrução (horizontal e vertical) em casos de defeito ósseo no rebordo alveolar.
– Tratamento regenerativo periodontal, periimplantar e no levantamento do seio maxilar (sinus lift).
– Preenchimento de defeitos ósseos após apicectomia, remoção de cistos ósseos e osteotomia corretiva.

Vantagens do Nanosynt

Com alta porosidade (80 a 90%), o Nanosynt é uma opção que favorece a vascularização, a migração de osteoblastos e a deposição óssea, além de permitir a conexão do tecido ósseo em formação e neoformado com o tecido ósseo circunjacente. O enxerto da FGM também evita a encapsulação do tecido ósseo em formação pelo tecido conjuntivo fibroso. Sua excelente manipulação permite fácil e segura mistura com soluções salinas estéreis, sangue ou osso autógeno, preenchendo o defeito ósseo com facilidade.

Outra vantagem do Nanosynt é possuir excelente estrutura osteocondutora, permitindo a vascularização e a deposição celular. Prático, o produto está disponível em forma fracionada (2 ou 4 ampolas de 0,25g), o que possibilita aplicação simples e prática, resultando em mínimo desperdício do material.

 

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Se tiver algum assunto o qual você tem dúvidas ou alguma sugestão par ao nosso blog, por favor, deixe aqui nos comentários.

Fonte: artigo publicado pelo Dr. Augusto Bessa em seu site oficial. Para ler o texto completo do implantodontista, acesse http://augustobessa.com.br/enxertos/.

pablo.macedo

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