A saliva tem o papel fundamental na saúde bucal. Além de lubrificar a cavidade oral e a mucosa que vai até a faringe, ajuda na formação do bolo alimentar, na mastigação e deglutição e ainda é composta por substâncias que protegem o trato digestivo contra bactérias. “Uma das principais funções da saliva é neutralizar o pH da boca protegendo das bactérias causadoras da cárie”, diz o dentista Mauro Piragibe, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).
Com todas essas funções é complicado ficar com o fluxo salivar reduzido, o que ocorre com o avanço da idade, alguns medicamentos, quimioterapia, diabetes, álcool e cafeína. “Como a saliva ‘lava’ os restos alimentares, a boca seca fica mais suscetível à proliferação bacteriana, ao mau hálito, e doenças da boca”, afirma Piragibe.
À noite, essa diminuição do fluxo salivar ocorre fisiologicamente. Por isso, ao acordar, o hálito não é agradável. Com essa queda de saliva, aumenta a proliferação bacteriana que fermentam restos alimentares e liberam compostos de enxofre – que causa o famoso mau hálito. “Por isso a escovação noturna é a mais importantes do dia”.
A parte boa é que hábitos diários podem ajudar a manter o fluxo salivar normal. Táticas como mastigar bem os alimentos, comer maçã e pêra, optar por sucos de frutas e alimentos azedos ajudam bastante, além de manter a higiene bucal em dia.
Exame
Existe um exame que investiga se o fluxo salivar está normal. Basta o paciente mascar por cinco minutos uma espécie de silicone específico para a técnica (sialogogo) e nesses não engolir a saliva durante esse tempo. Ao cuspir a saliva no tubo coletor, deverá conter entre 7 mL e 15 mL de líquido. “Quando o índice aponta menos de sete, o paciente apresenta hiposalivação”, informa o especialista.
Fonte: saude.terra.com.br

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A dengue é um dos principais problemas de saúde pública não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas são infectadas anualmente em mais de 100 países de todos os continentes, exceto a Europa. No Brasil, as condições socioambientais favoráveis à expansão do mosquito Aedes aegypti possibilitaram a dispersão do vetor desde sua reintrodução no país, em 1976. Desde então, o mosquito transmissor da dengue mostrou altíssima capacidade de adaptação ao ambiente criado pela urbanização acelerada e pelos novos hábitos da população.
Em 1996, o Ministério da Saúde propôs o Programa de Erradicação do Aedes aegypti (PEAa). Ao longo do processo de implantação desse programa, observou-se a inviabilidade técnica de erradicação do mosquito no curto e médio prazo. O PEAa, mesmo não atingindo seus objetivos, teve méritos ao propor a necessidade de atuação multissetorial e prever um modelo descentralizado de combate à doença, com a participação das três esferas de governo: Federal, Estadual e Municipal.
Os resultados obtidos no Brasil e o próprio panorama internacional, onde inexistem evidências da viabilidade de uma política de erradicação do vetor no curto prazo, levaram o Ministério da Saúde a fazer uma nova avaliação dos avanços e das limitações. O objetivo era estabelecer um novo programa que incorporasse elementos como a mobilização social e a participação comunitária. Tais ações são indispensáveis para responder de forma adequada a um vetor altamente domiciliado.
Na década de 90, o surgimento e a rápida disseminação da dengue tipo 3 evidenciaram a facilidade para a circulação de novos tipos do vírus com as multidões que se deslocam diariamente. Esses eventos ressaltaram a possibilidade de ocorrência de novas epidemias de dengue. Nesse cenário epidemiológico, tornou-se necessário intensificar o conjunto de ações que vinham sendo realizadas e outras a ser elaboradas.
O Ministério da Saúde implantou ações permanentes de combate à doença, o desenvolvimento de campanhas de informação e mobilização social, o fortalecimento da vigilância epidemiológica e entomológica para detectar antecipadamente surtos da doença e o desenvolvimento de instrumentos mais eficazes de acompanhamento e supervisão das ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde.
Doença e prevenção
A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus de evolução benigna na maioria dos casos. Seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. O vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Quando infectada, a pessoa fica imunizada de forma definitiva contra o tipo de vírus que contraiu e temporariamente contra os outros três. Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica. A primeira geralmente apresenta como sintomas febre, dor de cabeça, dor no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos, mas raramente mata. A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois, além dos sintomas citados, é possível ocorrer sangramento, ocasionalmente choque e óbito.
O grande problema para combater o mosquito Aedes aegypti é que sua reprodução ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas sombrias como ensolaradas. A prevenção e as medidas de combate exigem a participação e a mobilização de toda a comunidade, com a adoção de medidas simples, como evitar o acúmulo de água limpa nas casas, visando à interrupção do ciclo de transmissão e contaminação.
Caso contrário, as ações isoladas poderão ser insuficientes para acabar com os focos da doença. Na eventualidade de uma epidemia de dengue em uma comunidade ou em um município, há a necessidade de executar medidas de controle, como o uso de inseticidas aplicados por carro-fumacê ou nebulização, para diminuir o número de mosquitos adultos transmissores e interromper a disseminação da epidemia.

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1. Bebês podem ter cárie? Por quê?
Podem, sim. A cárie é uma desmineralização do esmalte do dente. Em outras palavras, as bactérias produzem um ácido que ataca o dente, causando manchas e buracos. Logo, assim que o dentinho erupciona e entra em contato com meio externo, pode cariar. Por isso, é necessário levar o bebê a um odontopediatra para fazer toda a parte preventiva, que consiste em aplicação de flúor, limpeza e orientação aos pais sobre a escovação. Outro cuidado importante deve ocorrer ainda durante a gestação: “A mãe deve ter uma boa alimentação, tomar cuidado com infecções e remédios, para evitar a má formação dos dentinhos do bebê”, diz a odontopediatra Lúcia Camilo, da Clínica Dente de Leite (www.clinicadentedeleite.com.br), em São Paulo.
2. O dente pode já nascer cariado?
Não. De acordo com a odontopediatra Carolina Steiner (www.carolinasteiner.com.br), de São Paulo, a cárie é uma doença causada por alguns fatores associados, como a associação de bactérias e açúcar, durante certo período de tempo. Assim, as bactérias só conseguem aderir ao dente para formar a placa uma vez que ele já esteja na boca da criança.
3. Faz mal colocar açúcar na mamadeira?
Sim. Segundo a odontopediatra Lúcia Camilo, a introdução de açúcar deve ser controlada. “Quanto mais tarde a criança experimentar o açúcar, melhor para a saúde dela”, explica. Claro que, de maneira regrada, não há problema em dar doces às crianças. “Digo a meus pacientes comerem apenas nos fins de semana, e sempre após as refeições e antes da escovação”, conta. “Isso porque a bactéria da cárie usa o açúcar para produzir o ácido que corrói a superfície do dente”, completa Christiana Murakami, especialista e mestre em odontopediatria da clínica Portal do Sorriso (www.portaldosorriso.com), de São Paulo.
4. Mamar antes de dormir é prejudicial à saúde bucal do bebê?
Mesmo sem açúcar na mamadeira, se a criança já possui dentinhos, mamar antes de dormir e pular a higienização noturna pode, sim, causar cárie. Isso porque, durante o sono, a quantidade de saliva diminui, o que faz com que restos de leite aumentem a presença de bactérias. “Isso ocorre, inclusive, com o leite materno, pois ele contém um açúcar chamado lactose. Mais um motivo para adiar a introdução do açúcar comum (sacarose) na dieta”, diz Paola Cichovski Ribeiro, especialista em odontopediatria e pacientes com necessidades especiais, da Clínica Machado de Carvalho (www.machadodecarvalho.com). O ideal é, após a alimentação, escovar os dentinhos dos bebês com uma pasta de dentes própria para a idade deles.
5. Cárie em dente de leite tem tratamento?
Sim. Há crianças que tratam até canal para evitar a extração do dente. O tratamento pode ou não ser doloroso, dependendo da profundidade da cárie. Por isso, alguns profissionais preferem sedar a criança. Também existe a possibilidade de utilizar um anestésico local. Tudo dependerá da análise do dentista. “É importante lembrar que, quanto mais cedo for diagnosticado o problema, mais simples e rápido será o tratamento”, diz a odontopediatra Paola Cichovski Ribeiro. A saber: a odontologia moderna se vale do laser para a remoção de cárie, além de um produto na forma de gel, utilizado na odontopediatria, que é capaz de amolecer a parte infectada do dente pela cárie, o que torna o tratamento menos traumático para a criança.
6. Como evitar o problema?
A odontopediatra Lúcia Camilo indica higienizar os dentes sempre após as refeições “É importante ter uma rotina, com horários que facilitam a limpeza para a mãe. Por exemplo, de manhã, após o café, depois do almoço, do lanche da tarde e do jantar”, sugere. Nessa fase, a criança não consegue fazer a higienização sozinha, então é importante o auxílio da mãe na escovação. Tente tornar essa tarefa um momento divertido. “Conte histórias, cante musiquinhas… Faça com que a escovação seja agradável”, diz Lúcia. “Evitar o contato salivar com pessoas que têm cárie, como o compartilhamento de colheres, também é importante”, explica Paola Cichovski Ribeiro, especialista em odontopediatria. Ainda: após o consumo de antibióticos e alimentos pastosos e consistentes, como bolachas recheadas e iogurtes, é preciso escovar os dentes. De acordo com , Christiana Murakami, dentista especializada em crianças, a maioria dos antibióticos possui açúcar e gruda nos dentes se não for removida. “Além disso, pirulitos, balas e chicletes, que demoram, em média, cinco minutos ou mais para serem consumidos, são cariogênicos, já que promovem um tempo de contato prolongado do açúcar com os dentes”, explica.
7. Como deve ser a limpeza da boca da criança? Com qual frequência?
Sempre após as refeições. Se a criança fizer cinco refeições diárias, deve escovar os dentes cinco vezes, como qualquer adulto, sendo a última a mais importante. O passo a passo é fácil: um movimento circular na parte de fora e de dentro do dente e na gengiva. Na parte da frente, são indicados movimentos de vai e vem e também de cima para baixo e de baixo para cima. Para tornar esse momento divertido, a odontopediatra Christiana Murakami indica apelidar os movimentos de bolinha (circular), trenzinho (vai e vem) e vassourinha (de cima para baixo e de baixo para cima).
8. É preciso escovar a língua do bebê?
Sim. E, se os dentes dele forem juntinhos, é importante passar fio dental. “Existem alguns produtos próprios para as crianças, com sabor”, diz a odontopediatra Lúcia Camilo, da Clínica Dente de Leite, em São Paulo. Em tempo: quando o bebê só tem os dentes da frente, a higienização pode ser feita com o auxílio de uma dedeira de silicone ou gaze embebida em água filtrada, friccionando-a pela frente e por trás dos dentes. Quando o pequeno já tem os dentes posteriores, é necessário o uso de uma escova dental pequena e macia.
9. A pasta de dente deve ser especial?
Deve. Para as crianças de até 3 anos de idade, ela deve ser sem flúor ou com até 1100 ppm do componente (atenção, pois as pastas de adultos possuem de 1450 a 1500 ppm, quantidade que não é considerada segura para crianças). Entenda: o flúor fortalece o dente, mas, em crianças muito pequenas, que não conseguem cuspir por não terem o reflexo motor muito desenvolvido, pode causar a fluorose dental, ou seja, manchas esbranquiçadas nos dentes permanentes. “Assim que o bebê aprender a cuspir, deve começar a usar pasta com flúor para se beneficiar dos efeitos dele”, diz Carolina Steiner. “Coloque o tamanho de um grão de arroz na escova e passe-a delicadamente pelos dentinhos para não machucar”, diz Lúcia Camilo. Vale lembrar que o creme dental é um medicamento, por isso não deve ser deixado ao alcance da criança para prevenir sua ingestão.
10. Como perceber se o meu filho está com cárie? Apenas quando ele chora de dor?
Não. Quando a criança se queixa de dor de dente, é porque a situação já está grave. Por isso, é importante observar diariamente os dentinhos.
O primeiro sinal da cárie é o aparecimento de manchinhas esbranquiçadas ou pontos escuros, indolores. O mau hálito também é um sintoma. “Muitos pais deixam para ir ao consultório tardiamente, alegando que a criança não se queixava de dor. O certo é ter um acompanhamento a partir dos 6 meses de idade”, alerta a odontopediatra Carmem Silvia.
11. Qual a frequência com que o bebê deve ir ao dentista?
As especialistas são unânimes: a cada seis meses, desde que a criança tenha uma boa higiene e escove os dentes após as refeições. Caso contrário, a visita deve ser a cada dois meses.
12. Veja os hábitos do bem, que protegerão seu filho de cárie.
- Escovar os dentes após todas as refeições;
- Usar fio dental;
- Proporcionar uma alimentação saudável, sem abuso de doces;
- Incentivar o consumo de maçã e cenoura cruas, além de frutas, legumes e verduras, em geral;
- Fornecer alimentos que estimulem o bebê a mastigar;
- Oferecer água e sucos naturais de frutas não ácidas, sem a adição de açúcar (como melão e melancia);
- Levar o bebê periodicamente ao dentista para fazer a prevenção (aplicação de selante, caso necessário, limpeza, aplicação de flúor e orientação aos pais);
- Dar o exemplo da boa higienização bucal em casa;
- Garantir a boa saúde oral das pessoas que convivem com o bebê a fim de evitar o contágio da doença;
- Fazer a transição da mamadeira para o copinho, assim que o bebê tiver coordenação motora para isso.
13. Confira os hábitos do mal, que devem ser evitados a todo custo.
Os especialistas também listaram os hábitos nocivos:
- Incluir açúcar na mamadeira e no chá ou oferecer refrigerante;
- Abuso de doces;
- Falta de escovação;
- Pular a visita ao dentista;
- Dar beijo na boca da criança ou compartilhar colheres com ela. Isso pode passar bactérias e deflagrar uma cárie;
- Só dar alimentos líquidos ao bebê, mesmo quando ele já tem dentes.
14. A chupeta tem alguma relação com cárie?
De acordo com a odontopediatra Lúcia Camilo, a chupeta não oferece risco de cárie desde que esteja sempre limpa. Porém, para não desencadear outros problemas na dentição infantil, é preciso usar com cautela, apenas nos momentos realmente necessários. Além disso, ela não deve ser compartilhada. Se cair no chão, por exemplo, jamais deve passar pela boca de outras pessoas para “limpar”. “Esse hábito favorece a transmissão de bactérias. A chupeta deve ser lavada e devolvida à criança”, indica.
Além disso, segundo a odontopediatra Paola Cichovski Ribeiro, o contágio também pode acontecer por contato indireto, por meio do uso comum de utensílios domésticos (garfos, colheres, copos a canudos) e também no ato de assoprar ou provar a comida do bebê.
15. Além de cárie, que outros problemas dentários as crianças de até 3 anos podem apresentar?
Os problemas podem ir desde mordidas cruzadas até traumas nos dentes por batidas, além de quebras por queda.

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A quantas anda a escova de dentes do seu filho? Se você não costuma reparar nela, faça isso já. Cerdas em mau estado comprometem a higiene bucal mais do que se pode imaginar, como sugere um novo estudo da Universidade de São Paulo.
Ótimo. Você nota se o seu filho segue à risca as recomendações do odontopediatra sobre os movimentos de uma escovação eficiente. E não o deixa sair da mesa para a sala de tevê sem fazer escala na pia, certo? Só que não dá tanta atenção ao tipo de escova e menos ainda ao tempo que ela tem de uso. Confirma? Se a resposta for sim, lamentamos informar: todo o seu esforço em prol do sorriso da sua criança pode estar indo por água abaixo.
Um estudo realizado na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto avaliou a escova de 60 crianças entre 3 e 12 anos. Na fase da entrevista com os pais, 53,13% deles afirmaram ter recebido orientação sobre isso e 79,68% achavam que a escova dental do filho estava em boas condições.
Aí os pesquisadores resolveram tirar a prova dos nove da maneira mais óbvia: pediram para ver as tais escovas. Analisaram vários aspectos — a rigidez das cerdas, a periodicidade de substituição, o tamanho da cabeça e os cuidados de higiene e armazenamento. O resultado foi um desapontamento total. Explica-se: 61,82% delas tinham cerdas deformadas pelo uso e 63,94%, resíduos visíveis a olho nu. Além disso, menos da metade apresentava o tamanho adequado à boca da criança.
“Na hora da compra, o preço é decisivo”, lamenta o odontopediatra Paulo Nelson Filho, um dos autores da pesquisa. “A qualidade acaba ficando em segundo plano.” Seu colega Júlio Carlos Noronha, da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, afirma que dinheiro não deveria servir de desculpa. “Há modelos bem baratos, alguns custam até 3 reais e possuem as características essenciais para uma boa limpeza”, assegura. De onde se conclui que o problema pode não morar no bolso, mas na falta de informação, por mais que os pais digam o contrário.
Antes de escolher a escova, converse com um especialista. Ele vai examinar a boca do seu filho e indicar o tamanho e o tipo mais apropriados para a idade. Há no mercado modelos específicos para diferentes faixas etárias. Mesmo assim, não se deve dispensar a orientação profissional. “Além do tamanho, é bom analisar as cerdas e o formato”, completa Júlio Noronha.
A umidade e os restos de alimento são um prato cheio para a proliferação dos germes. Por isso a escova de dente acaba contaminada. Um estudo realizado na Universidade de Adelaide, na Austrália, revelou a presença de microorganismos, como as bactérias estafilococo e estreptococo, além do fungo cândida, em todas as escovas infantis que analisaram — e olha que elas só tinham três semanas de uso! “Felizmente essas bactérias não são numerosas o suficiente para provocar problemas gastrointestinais, embora sejam especialistas neles”, disse à SAÚDE! o autor da pesquisa, o microbiologista Antony Rogers. O estudo, porém, serve para alertar para o problema da conservação inadequada do acessório.
Desde muito cedo
A limpeza propriamente dita é tão importante quanto os cuidados com a escova. “Má higiene favorece o acúmulo de placa bacteriana, o que provoca cáries e doenças da gengiva”, avisa o dentista Flávio Namur, gerente de Relações Profissionais da Colgate, em São Paulo. Até os bebês precisam dessa limpeza. “A mãe deve umedecer uma gaze com soro fisiológico ou água e passar suavemente na gengiva uma vez ao dia”, recomenda Paulo Nelson Filho. Isso ajuda a eliminar os resíduos de leite e também serve para que a criança se acostume com a manipulação da boca. Vale lembrar que sóm escovar os dentes não resolve. Para maiores de 6 anos, o fio dental é indispensável na remoção da placa bacteriana entre os dentes. “Apesar disso, de 100 famílias que sabem da importância do fio, apenas de 15 a 25 o utilizam”, conta Júlio Noronha.
Um bom início
A dentista Maysa Guimarães, de São Paulo, dá dicas valiosas para garantir uma boa higienização
• Apresente a escova à criança assim que surgirem os primeiros dentinhos. Deixe-a brincar com ela, mas cabe a você fazer a limpeza correta — e isso até ela completar 9 anos!
• A higiene bucal deve ser feita no mínimo três vezes ao dia, após as refeições. Some as mamadas noturnas.
• Para as menores de 2 anos, use uma pasta sem flúor. A partir dessa idade, siga as recomendações do especialista. De qualquer maneira, como até os 3 anos ainda se engole muita pasta, só ponha o equivalente a meio grão de arroz.
• Aos 6 anos, quando a criança já desenvolveu boa coordenação motora, ensine-a a usar o fio dental.
Extermine os micróbios
Cuidados simples mantêm a escova limpa e livre de intrusos
• Ensine seu filho a sempre lavar as mãos antes de começar a escovar os dentes.
• Ah, ele também deve fazer um bochecho com água para eliminar resíduos maiores de comida. Parece bobagem, mas isso diminui as chances de eles se esconderem entre as cerdas depois.
• Após o seu filho ter usado a escova, lave-a bem em água corrente. E bata o cabo levemente na pia para eliminar o excesso de água.
• Borrife uma substância antimicrobiana, como a clorhexidina, que costuma estar na fórmula dos enxaguatórios bucais.
• Guarde a escova do seu filhote no armário. Acredite: se ela ficar exposta, poderá ser contaminada pelos coliformes fecais dispersos no ar do banheiro.
Fonte: http://saude.abril.com.br por Adriana Toledo | design e ilustrações Diego Sanches

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