Munhão Angulável

COMPONENTES ANGULÁVEIS. ANGULAÇÃO SOB MEDIDA.

 

Componentes protéticos personalizáveis de alta resistência e biocompatibilidade permitem ao profissional customizar, de forma rápida e prática, a angulação dos munhões de acordo com a necessidade de cada paciente. Trata-se de uma solução exclusiva da FGM que garante ao cirurgião-dentista e ao técnico em prótese dentária um trabalho mais fácil, e um resultado estético e funcional superior para o paciente.
 
CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO
 
• Ângulo personalizável: permite angulação de 0º a 20º, obtendo melhor resultado estético e funcional.
• Próteses cimentadas; unitárias ou múltiplas.
• Interface Cone Morse Friccional.
• Linha de término em zero.
• Disponíveis com diferentes alturas para atender as variações de espessura de mucosa.
• Material de fabricação: aço inoxidável destinado a produtos implantáveis, em conformidade com a norma ASTM F138 e ABNT NBR ISO 5832.

 
Atenção! Após a modificação cristalina da estrutura metálica promovida pelo encruamento, o componente protético NÃO poderá ser submetido a uma nova deformação plástica (ser reangulado). De uso único, também não deverá ser utilizado em outro paciente ou posição diversa àquela planejada antes da angulação.

Munhão Angulável

Perguntas Frequentes

Qual material é utilizado na fabricação?

Os componentes protéticos são fabricados em aço inoxidável, indicado para uso em produtos implantáveis, fabricado conforme norma americana ASTM F138-13a.

Depois de angulado, o componente não fica fragilizado podendo ocorrer fratura?

Os Componentes Anguláveis da FGM são fabricados conforme a norma ASTM F138-13a e ABNT NBR ISSO 5832-1:2008, que definem as características da composição química, propriedades mecânicas, microestrutura e requisitos para aplicação deste material em produtos implantáveis. Os componentes passaram por uma série de testes, tanto de fadiga estática (ensaio de compressão), quanto de fadiga dinâmica. Conforme resultados obtidos, a força limite de resistência (Flr) alcançou um valor médio de 1725N, que corresponde ao ensaio de fadiga estática dos componentes protéticos na pior condição (Munhão Angulável Arcsys 3x6x5,5mm, angulado a 20°), ou seja, um valor muito superior ao estudo realizado por Ferrario et al (2004), onde a média da força máxima aplicada sobre um dente unitário (primeiro molar) de um indivíduo adulto, saudável e do sexo masculino é de aproximadamente 306N.

Qual a carga, força (Ncm) o componente suporta?

Realizamos ensaios de fadiga estática no componente montado sobre o implante, onde selecionamos a condição mais crítica, definida pelo componente de maior altura de transmucoso e menor robustez (Munhão Angulável Arcsys 3x6x5,5mm, já angulado a 20°). Este ensaio foi conduzido conforme norma ABNT NBR ISO 14801:2012, que define um método padronizado para verificação da resistência mecânica dos componentes sobre fadiga estática (ensaio de compressão) e fadiga dinâmica. Para este teste, o componente resistiu a um valor médio de 1725N, ou seja, um valor muito superior ao estudo realizado por Ferrario et al (2004), onde a média da força máxima aplicada sobre um dente unitário (primeiro molar) de um indivíduo adulto, saudável e do sexo masculino é de aproximadamente 306N.

Qual o comportamento do componente (aço inox) em relação à interação com os tecidos?

Embora seja inédita na implantodontia, a liga utilizada é implantável e já utilizada há muito tempo na área médica em dispositivos implantares, justamente por sua adequada resposta biológica aos tecidos. Conforme evidenciada pela norma americana ASTM F138-13a.

Como é a interação dos materiais aço inox com o titânio grau V?

A norma ABNT NBR 16044:2012 define os requisitos gerais para implantes dentários. Nela são especificadas diversas questões, como o contato com materiais de diferente composição química. Esta norma faz citação a outra (ABNT ISO 21534), que define que a combinação do aço inoxidável ASTM F138-13ª (utilizado como material de fabricação dos intermediários) e do Ti6Al4V ( utilizado na fabricação dos implantes) é considerada aceitável para aplicação, podendo ser utilizada sem maiores problemas.

Como é realizado o acionamento? Qual a força necessária para um travamento ideal?

O acionamento deve ser realizado por impacto mecânico, através de dispositivo próprio. O Martelete foi projetado para proporcionar este acionamento de maneira adequada, conferindo segurança para o usuário. O travamento ideal é realizado pela quantidade de batidas que o profissional submete ao componente protético. Recomendamos ao menos 3 (três) impactos, para proporcionar um travamento confiável.
O profissional pode “complementar” a ativação com mais impactos isso não traz qualquer malefício ao conjunto.

Que fatores influenciam no acionamento (embricamento do conjunto implante/componente)?

Os fatores físicos, por isso, é muito importante observá-los para garantir a passividade da penetração do componente na câmara do implante:
1) Fragmentos dentro do implante impedindo a descida do componente. Solução: Irrigar o interior do implante sob pressão e aspirar com cânula endodôntica (atenção redobrada quando ele foi instalado associado à preenchimento de gaps).
2) Excesso de líquido (sangue/soro) dentro do implante. Solução: Irrigar o interior do implante sob pressão e aspirar com cânula endodôntica.
3) Seleção correta da altura do transmucoso, de forma que esta permita que o componente desça até seu curso final no implante sem interferir nas cristas ósseas ou tecidos moles. Solução: Adeque a altura transmucosa de modo a evitar a pressão do tecido mole sobre o componente e verifique se há passividade na descida do mesmo. Em caso de contato com a crista óssea, é necessário escariar a região para garantir a passividade do assentamento.
4) Acionamento do Martelete conforme preconizado. Solução: Alinhar o Martelete ao longo eixo do implante, conforme instruções de uso, acionar corretamente o gatilho (segurando na área especificada) e aplicar no mínimo 3 impactos completos.
5) Pontos de contatos na porção protética impedindo a descida do conjunto prótese/componente quando estes estiverem unidos. Solução: checar os pontos de contato da prótese e aliviar se necessário. Checar com fio dental.
6) Ajuste oclusal (ausência de guias de desoclusão). Solução: Ajustar guias anterior e lateral. Em oclusão (MIH) suave, a prótese não deve ser marcada pelo accufilm. Em oclusão forçada, a prótese deve apresentar leve marcação. Isso se deve pela ausência de ligamento periodontal.

Após realizar a customização de um intermediário, é possível reangulá-lo novamente?

Não. Uma vez alterada a configuração cristalina dos componentes protéticos anguláveis, ela não deverá ser rearranjada novamente. O encruamento é uma deformação plástica que promove o aumento da força de resistência de ligas não ferrosas. A modificação plástica de um corpo encruado (reangulação) para qualquer direção e em qualquer quantidade, poderá causar fissuras microscópicas que poderão comprometer a resistência desses componentes e ocasionar trincas e até fraturas.

Caso seja necessária a reversibilidade, como proceder? Em boca não existe movimento parecido que faça soltá-lo?

Sua reversibilidade é possível e segura, desde que o profissional apreenda o componente com sua respectiva chave extratora. Basta realizar os movimentos de torção e tração simultaneamente (cerca de 30N são suficientes para “anular” o efeito morse). Importante avaliar a presença de parafunções (como o bruxismo). Nestes casos, a oclusão precisa estar ajustada de acordo com as premissas básicas que a regem (liberdade dos mvoimentos excursivos e toque seletivo durante as guias de desoclusão). Não há possibilidade de soltura do componente protético durante função mastigatória, uma vez que o sentido compressivo favorece ainda mais o embricamento dos componentes.

Como é a interação dos materiais aço inox com o titânio grau v?

A norma ABNT NBR 16044:2012 define os requisitos gerais para implantes dentários. Nela são especificadas diversas questões, como o contato com materiais de diferente composição química. Esta norma faz citação a outra (ABNT ISO 21534), que define a combinação do aço inoxidável ASTM F138-13a (a ser utilizado como material de fabricação do pilar) e do Ti6Al4V (que é utilizado na fabricação do implante) como adequada para a aplicação biomédica, podendo ser utilizada sem maiores problemas. Vale lembrar que a maioria dos sistemas concorrentes já trabalham com divergência químico-mecânica entre as ligas utilizadas nos implantes (G4) e componentes (G5) .
O desgaste entre as faces existirá quando ambas estiverem em movimentos divergentes, o que não ocorre em razão da indexação rígida promovida pela confiabilidade da usinagem. Você poderá acompanhar o artigo que valida a segurança e resistência da conexão através do link abaixo: https://goo.gl/gGMwBb

Como selecionar o componente? Como selecionar a altura do transmucoso?

A altura transmucosa compreende a distância que vai do topo do implante ao início da prótese. Por se tratar de um sistema morse, o implante deverá ser submerso em relação ao nível ósseo (2-3mm). A esta distância, soma-se a espessura da gengiva. O valor total obtido deverá permitir a formação de um novo espaço biológico, devendo o reabilitador estar atento à necessidade de esconder o término gengival em aproximadamente 1mm. Esses valores deverão ser mensurados através do medidor transmucoso. A decisão sobre a altura também pode ser postergada para depois do condicionamento feito pelo cicatrizador, e só então fazer a escolha do componente.

Importante:

É fundamental ativar o componente selecionado somente após a certificação da escolha da altura correta. Do contrário, poderá haver soltura, subembricamento, exposição do término protético, etc. além disso, caso haja dano durante a substituição do componente, poderá haver o comprometimento da qualidade e

O material utilizado nos componentes multifuncionais do Sistema Arcsys é o PEEK. Quais suas vantagens em relação aos concorrentes que utilizam componentes de titânio ou aço inoxidável (dependendo do componente)?

As vantagens são diversas. Podem ser facilmente personalizados pelo profissional, permitem desgastes seletivos e reembasamentos (com resina acrílica ou composta), geram contraste visual com os tecidos adjascentes, diminuem o tempo de trabalho e são economicamente mais viáveis.
Proporcionam suporte mecânico suficiente sem danificar o cone morse do implante ou o componente, em função do material apresentar menor dureza que o titânio. Se necessário, podem ser customizados facilmente pelo usuário, tanto em relação à desgaste quanto acréscimo.
O fato de serem multifuncionais, facilita o controle clínico e otimiza a gestão do estoque, reduzindo expressivamente a quantidade de insumos adquiridos para a reabilitação sobre implantes.

Qual o tempo apropriado para a substituição dos oring´s das próteses tipo Overdentures?

O período indicado para a troca das borrachas de retenção é em torno de seis meses. A vida útil desses dispositivos está diretamente associada à distância de instalação entre implantes, ao paralelismo conseguido entre eles (preconiza-se uma orientação de até seis graus) e à área mucosa que suportará o movimento de báscula, auxiliando na distribuição da carga aferida durante o momento mastigatório. Outros fatores como o perfil craniofacial do paciente, padrão muscular, presença de parafunção, oclusão e guias de desoclusão também devem ser considerados.

O componente pode rodar durante o torque do parafuso protético?

Sim. Isso poderá ocorrer em duas situações específicas: 1) Se a força aplicada para o torque do parafuso protético ultrapassar 30N (recomenda-se 10N para a estabilização do mesmo). 2) Se o componente protético estiver subembricado. Neste caso ele não estará ativado por completo, e seu embricamento poderá ser revertido com força inferior à 30N.

Como faço para remover coroas provisórias de componentes já ativados?

A remoção de coroas provisórias ou transferentes multifuncionais utilizados como coifas deverá ser feita somente através do movimento de tração (sem rotação). Nestas situações, ele se desprenderá com força inferior aos 212N, força esta necessária para a liberação do conjunto (implante/componente) após 3 impactos pelo martelete.

É possível reangular componentes já customizados?

NÃO. A modificação estrutural de componentes já encruados irá comprometer o desempenho mecânico desses intermediários. Esta atitude pode trazer sérios riscos de falha catastrófica (fratura) durante o uso funcional dos mesmos. Recomenda-se que componentes encruados não sofram quaisquer deformação plástica adicional, mesmo que no sentido do encruamento inicial.