Implantes

Conexão CM é segura?

O Sistema Arcsys foi idealizado para ser um encaixe friccional puro, maciço e sem a presença do parafuso, o qual é muitas vezes o responsável pela soltura de componentes protéticos, em função do processo de fadiga ocasionada pelas cargas mastigatórias. Este conceito friccional traz maior segurança para o paciente, pois a retenção do componente protético no implante é assegurada pela contínua ação das forças mastigatórias, o que mantém a conexão implante/pilar segura.

Quais as vantagens em relação às demais plataformas HE e HI?

Nos sistemas tipo Cone Morse puro, a pressão exercida para o travamento do pilar no implante gera uma resistência friccional suficiente para uma conexão segura. O não uso do parafuso passante elimina o problema da eventual soltura do mesmo e favorece o desempenho em longo prazo do sistema, diferente do que ocorre com implantes que apresentam plataforma HE e HI.
Outra questão bastante importante para a longevidade do sistema friccional é a infiltração e colonização bacteriana na interface pilar/implante. O acúmulo microbiano ao redor de implantes dentais pode levar a uma condição de periimplantite, que se não tratada adequadamente poderá promover perda óssea e comprometer o implante culminando em sua perda. Considerando essas informações, conforme diversos estudos publicados, o selamento promovido pelo encaixe Cone Morse demonstra ser hermético no que tange a infiltração bacteriana.

Qual o tratamento de superfície e o tempo de osseointegração?

O Implante Friccional Arcsys possui um tratamento de duplo ataque ácido (DuoAttack), desenvolvido na Universidade de Nova Iorque, pelo Professor Paulo Guilherme Coelho. Este tratamento proporciona aceleração da integração dos tecidos ósseos com a superfície do implante quando comparado a outros tratamentos (jateamento com ataque ácido e sem tratamento). Importante salientar que não há uma metodologia padronizada que define o tempo de ósseointegração de um implante dentário.

O Sistema é similar ao Sistema Bicon, porém quais os principais diferenciais entre os dois sistemas?

A similaridade restringe-se apenas à questão da conexão entre implante e componente protético, que se dá por meio de um Cone Morse Friccional, para ambos os sistemas.
O Arcsys não é instalado “batido”, logo permite carga imediata, e o protocolo recomendado do Arcsys é de ativar o componente em boca e depois transferir o componente, ao contrário do Bicon, onde se preconiza transferir o implante.

Qual material utilizado no Tapa de cobertura? Quais suas características e comportamento na sua utilização e em boca?

O Tapa de cobertura da FGM (cover) é fabricado em silicone grau médico, de uso irrestrito. O material, por apresentar elasticidade e baixa dureza, se adapta adequadamente sobre o implante, não agredindo os tecidos adjacentes.
Impede o crescimento ósseo em sua porção superior, de forma a facilitar a etapa de reabertura e adaptação/ativação do componente protético.

Como é a interação dos materiais aço inox com o titânio grau v?

A norma ABNT NBR 16044:2012 define os requisitos gerais para implantes dentários. Nela são especificadas diversas questões dentre elas, o contato com materiais de diferente composição química. Esta norma faz citação a outra (ABNT ISO 21534), que define que a combinação do aço inoxidável ASTM F138-13a, a ser utilizado como material de fabricação do pilar, e do Ti6Al4V, que é utilizado na fabricação do implante, é considerada aceitável para aplicação, podendo ser utilizada sem maiores problemas.

Como é realizado o acionamento? Qual a força necessária para um travamento ideal?

O acionamento deve ser realizado por impacto mecânico, através de dispositivo próprio. O Martelete foi projetado para proporcionar este acionamento de maneira adequada, conferindo segurança para o usuário. O travamento ideal é realizado pela quantidade de batidas que o profissional submete ao componente protético. Recomendamos ao menos 3 (três) batidas, para proporcionar um travamento confiável, onde cada acionamento gera energia equivalente a 4,93 X 10-2J.

Caso seja necessária a reversibilidade, como proceder? Em boca não existe movimento parecido que faça soltá-lo?

Sua remoção é possível e segura, desde que o profissional apreenda o componente (ex. fórceps) e realize o movimento de torsão e tração simultaneamente (cerca de 30N são suficientes para “anular” o efeito morse). Importante que, se o paciente possuir indicação para reabilitação (ex. sem parafunções não controladas) e a oclusão esteja ajustada de acordo, não há possibilidade de soltura do componente protético durante função mastigatória.

Instrumentais

Qual material é utilizado?

As Brocas FGM são fabricadas em um aço inoxidável nobre, indicado para uso em instrumentais cirúrgicos, conforme norma americana ASTM F899, que possui alta resistência mecânica aliada à resistência a corrosão, além do tratamento superficial de Nitreto de Titânio (TiN).

O que possibilita a perfuração única, sem a necessidade do escalonamento?

Os principais fatores que permitem a realização da perfuração em uma única etapa são: A geometria das Brocas FGM, contendo canais laterais que possuem alta profundidade e reduzem a espessura do metal, proporcionando rápida troca de calor com o líquido refrigerante; a ponta guia que estabiliza a direção de penetração do instrumental e o revestimento em TiN (Nitreto de Titânio) que reduz o coeficiente de atrito entre a Broca FGM e o tecido ósseo.

Em relação à perfuração única, a broca não sofre um aquecimento, cauterizando o tecido ósseo?

Não. Desde que o cirurgião proceda a instrumentação seguindo corretamente os protocolos já consagrados para perfuração, RPM correto, irrigação, fresagem intermitente, etc., não haverá problema de necrose tecidual. Também é importante salientar que a manutenção das ferramentas deve ser criteriosa para que estas se mantenham com corte adequado durante toda sua vida útil, e trocá-las quando esta expirar.

Existem estudos que comprovam tais características?

Sim, realizado pelo CERMAT – UFSC e consta no Perfil Técnico do Sistema.

O uso dos limitadores não influencia na irrigação?

Os limitadores de profundidade do Sistema Arcsys não prejudicam a irrigação, pois as Brocas FGM possuem um design exclusivo com canais laterais profundos que iniciam previamente ao “batente” dos limitadores e, portanto, permitem que o fluído transite por baixo do dispositivo e corra por toda sua extensão.

O anel o´ring não resseca com tempo ou com uso contínuo em autoclave?

Assim como ocorre em todo material, a ciclagem em autoclave diminui vida útil, porém o silicone disponibilizado nos encaixes das chaves do Sistema Arcsys é de excelente qualidade e deve manter-se estável acompanhando a vida útil das Brocas FGM.

Qual a vida útil das nossas brocas?

A vida útil das Brocas FGM é de aproximadamente 30 perfurações, conforme o que está indicado em nossos manuais, pois existem inúmeras variáveis, como a densidade óssea encontrada nos pacientes.

A Angulação de um componente protético é muito fácil, passa a sensação de fragilidade do material. Qual a força (Ncm) aplicada na alavanca para realizar a angulação?

A força aplicada sobre o componente dependerá da altura de alavanca que este componente possui. Por exemplo, quanto maior a altura de transmucoso do componente menor será a força necessária. Em relação à quantificação desta força, podemos adotar a pior condição, onde é necessária uma força de 1725N para danificar o componente, o que é muito acima da força máxima aplicada sobre um dente unitário para um indivíduo jovem, adulto, do sexo masculino, para um dente molar (condição mais crítica).

Por que depois de angulado, o componente sofre um leve retorno?

O retorno se deve a componente elástica do material, que antes de se deformar plasticamente (deformação definitiva) sofre uma deformação elástica, que retorna ao seu estado original após concluir a aplicação da força. Este retorno já está contemplado no Angulador, havendo uma compensação na angulação replicada ao componente final.

Ao ser exposta a torques muito elevados, existe a possibilidade de travamento?

Só haverá possibilidade de travamento se o profissional submeter à chave de instalação a torques acima de 120Ncm, valor muito maior que o usual durante a instalação dos implantes.

Componentes

Qual material é utilizado na fabricação?

Os componentes protéticos são fabricados em aço inoxidável, indicado para uso em produtos implantáveis, fabricado conforme norma americana ASTM F138-13a.

Depois de angulado, o componente não fica fragilizado podendo ocorrer fratura?

Os Componentes Anguláveis da FGM são fabricados conforme a norma ASTM F138-13a e ABNT NBR ISSO 5832-1:2008, que definem as características da composição química, propriedades mecânicas, microestrutura e requisitos para aplicação deste material em produtos implantáveis. Os componentes passaram por uma série de testes, tanto de fadiga estática (ensaio de compressão), quanto de fadiga dinâmica. Conforme resultados obtidos, a força limite de resistência (Flr) alcançou um valor médio de 1725N, que corresponde ao ensaio de fadiga estática dos componentes protéticos na pior condição (Munhão Angulável Arcsys 3x6x5,5mm, angulado a 20°), ou seja, um valor muito superior ao estudo realizado por Ferrario et al (2004), onde a média da força máxima aplicada sobre um dente unitário (primeiro molar) de um indivíduo adulto, saudável e do sexo masculino é de aproximadamente 306N.

Qual a carga, força (Ncm) o componente suporta?

Realizamos ensaios de fadiga estática no componente montado sobre o implante, onde selecionamos a condição mais crítica, definida pelo componente de maior altura de transmucoso e menor robustez (Munhão Angulável Arcsys 3x6x5,5mm, já angulado a 20°). Este ensaio foi conduzido conforme norma ABNT NBR ISO 14801:2012, que define um método padronizado para verificação da resistência mecânica dos componentes sobre fadiga estática (ensaio de compressão) e fadiga dinâmica. Para este teste, o componente resistiu a um valor médio de 1725N, ou seja, um valor muito superior ao estudo realizado por Ferrario et al (2004), onde a média da força máxima aplicada sobre um dente unitário (primeiro molar) de um indivíduo adulto, saudável e do sexo masculino é de aproximadamente 306N.

Qual o comportamento do nosso componente (aço inox) em relação à interação com os tecidos?

A liga utilizada é implantável e já utilizada há muito tempo na área médica em dispositivos implantares, justamente por sua adequada resposta biológica aos tecidos. Conforme evidenciada pela norma americana ASTM F138-13a.

Como é a interação dos materiais aço inox com o titânio grau V?

A norma ABNT NBR 16044:2012 define os requisitos gerais para implantes dentários. Nela são especificadas diversas questões dentre elas, o contato com materiais de diferente composição química. Esta norma faz citação a outra (ABNT ISO 21534), que define que a combinação do aço inoxidável ASTM F138-13a, a ser utilizado como material de fabricação do pilar, e do Ti6Al4V, que é utilizado na fabricação do implante, é considerada aceitável para aplicação, podendo ser utilizada sem maiores problemas.

Como é realizado o acionamento? Qual a força necessária para um travamento ideal?

O acionamento deve ser realizado por impacto mecânico, através de dispositivo próprio. O Martelete foi projetado para proporcionar este acionamento de maneira adequada, conferindo segurança para o usuário. O travamento ideal é realizado pela quantidade de batidas que o profissional submete ao componente protético. Recomendamos ao menos 3 (três) batidas, para proporcionar um travamento confiável, onde cada acionamento gera energia equivalente a 4,93 X 10-2J.

Caso seja necessária a reversibilidade, como proceder? Em boca não existe movimento parecido que faça soltá-lo?

Sua remoção é possível e segura, desde que o profissional apreenda o componente (ex. fórceps) e realize o movimento de torsão e tração simultaneamente (cerca de 30N são suficientes para “anular” o efeito morse). Importante que, se o paciente possuir indicação para reabilitação (ex. sem parafunções não controladas) e a oclusão esteja ajustada de acordo, não há possibilidade de soltura do componente protético durante função mastigatória.

Como é a interação dos materiais aço inox com o titânio grau v?

A norma ABNT NBR 16044:2012 define os requisitos gerais para implantes dentários. Nela são especificadas diversas questões dentre elas, o contato com materiais de diferente composição química. Esta norma faz citação a outra (ABNT ISO 21534), que define que a combinação do aço inoxidável ASTM F138-13a, a ser utilizado como material de fabricação do pilar, e do Ti6Al4V, que é utilizado na fabricação do implante, é considerada aceitável para aplicação, podendo ser utilizada sem maiores problemas.

O material utilizado nos componentes multifuncionais do Sistema Arcsys é o PEEK. Quais suas vantagens em relação aos concorrentes que utilizam componentes de titânio ou aço inoxidável (dependendo do componente)?

Podem ser facilmente personalizados pelo profissional, permitem reembasamento para provisionalização e são economicamente mais viáveis.
Para uso como Cicatrizador o mesmo proporcionará suporte mecânico suficiente sem danificar o Cone Morse do implante, em função do material apresentar menor dureza que o titânio. O material pode ser trabalhado (desgastado) facilmente pelo usuário, caso necessário, além de possuir biocompatibilidade para a aplicação.