Implantes

Conexão CM é segura?

O Sistema Arcsys foi idealizado para ser um encaixe friccional puro, maciço e sem a presença do parafuso, o qual é muitas vezes o responsável pelo afrouxamento ou fratura de componentes protéticos, em função do processo de fadiga ocasionada pelas cargas mastigatórias. Este conceito friccional traz maior segurança para o paciente, pois a retenção do componente protético no implante é assegurada pela contínua ação das forças mastigatórias, o que mantém a conexão implante/pilar segura. Quando comparada com outras conexões, ela apresenta um resultado superior, confira:  (link artigo de comparação entre conexões)

Quais as vantagens em relação às demais plataformas HE e HI?

Nos sistemas tipo Cone Morse puro, a pressão exercida para o travamento do pilar no implante gera uma resistência friccional suficiente para uma conexão segura, e se devidamente embricado, elimina o problema da eventual soltura do mesmo, além de favorecer o desempenho em longo prazo do conjunto, diferente do que ocorre com implantes que apresentam conexões hexagonais.

Outra questão bastante importante para a longevidade do sistema friccional é a resistência à infiltração e colonização bacteriana na interface pilar/implante. A micromovimentação e a proximidade da porção protética junto aos tecidos peri-implantares (implantes hexagonais) permite o acúmulo microbiano que pode levar a uma condição de peri-implantite, podendo evoluir para a perda do implante. Considerando essas informações, conforme diversos estudos publicados, o selamento promovido pelo encaixe Cone Morse demonstra ser hermético no que tange a infiltração bacteriana.

Qual o tratamento de superfície e o tempo de osseointegração?

O Implante Friccional Arcsys possui um tratamento de duplo ataque ácido (DuoAttack), desenvolvido na Universidade de Nova Iorque, pelo Professor Paulo Guilherme Coelho. Este tratamento proporciona acelerada integração dos tecidos ósseos com a superfície do implante quando comparado a outros tratamentos (jateamento com ataque ácido e sem tratamento). É importante salientar que não há uma metodologia padronizada que define o tempo de ósseointegração de um implante dentário, uma vez que existem outros fatores envolvidos neste processo, relacionados à técnica e sobretudo à fisiologia do próprio paciente.

O Sistema Arcsys é similar ao Sistema Bicon, porém quais os principais diferenciais entre os dois sistemas?

A similaridade se restringe apenas à questão da conexão entre implante e componente protético, que se dá por meio de um Cone Morse Friccional, para ambos os sistemas.

O implante Arcsys não é instalado “batido”, logo permite carga imediata, tão requerida pelos dentistas latino-americanos. Outra diferença é que no sistema Arcsys o componente é ativado em boca e depois transferido, ao contrário do sistema Bicon, onde se preconiza transferir o implante.

Qual material utilizado no Tapa de cobertura? Ele apresenta vantagens sobre os parafusos metálicos?

O Tapa de cobertura da FGM (cover) é fabricado em silicone grau médico, de uso irrestrito. O material, por apresentar elasticidade e baixa dureza, se adapta adequadamente sobre o implante, não agredindo os tecidos adjacentes. O tapa siliconado possui vantagens em relação aos tradicionais sobretudo por tornar o processo de instalação e remoção muito mais simples e rápido. Ele dificulta o crescimento ósseo em sua porção superior, de forma a facilitar a etapa de reabertura e adaptação/ativação do componente protético. Contudo, um de seus maiores benefícios se refere à permanecer firmemente aderido ao seu dispositivo insersor ou extrator, proporcionando muita segurança e agilidade no processo de tamponamento dos implantes.

Como é a interação dos materiais aço inox com o titânio grau v?

A norma ABNT NBR 16044:2012 define os requisitos gerais para implantes dentários. Nela são especificadas diversas questões dentre elas, o contato com materiais de diferente composição química. Esta norma faz citação a outra (ABNT ISO 21534), que define que a combinação do aço inoxidável ASTM F138-13a, a ser utilizado como material de fabricação do pilar, e do Ti6Al4V, que é utilizado na fabricação do implante, é considerada adequada para aplicação, podendo ser utilizada sem quaisquer problemas. O engaste promovido pelos diferentes materiais promove uma área de contato ainda mais eficiente em relação à hermeticidade e estabilidade da conexão.

Como é realizado o acionamento? Qual a força necessária para um travamento ideal?

O acionamento deve ser realizado por impacto mecânico, através de dispositivo próprio. O Martelete foi projetado para proporcionar este acionamento de maneira adequada, conferindo segurança para o usuário e seu paciente. O travamento ideal é realizado pela quantidade de acionamentos que o profissional submete ao componente protético. Recomendamos ao menos 3 (três) impactos, para proporcionar um travamento confiável. É de bom tom avisar o paciente sempre que for utilizá-lo, para evitar sustos ou comportamentos inesperados.

Caso seja necessária a reversibilidade, como proceder? Em boca não existe movimento parecido que faça soltá-lo?

Sua remoção é possível e segura, desde que o profissional apreenda o componente com sua respectiva chave extratora. Basta realizar os movimentos de torção e tração simultaneamente (cerca de 30N são suficientes para “anular” o efeito morse). Importante avaliar a presença de parafunções (como o bruxismo). Nestes casos, a oclusão precisa estar ajustada de acordo com as premissas básicas que a regem (liberdade dos mvoimentos excursivos e toque seletivo durante as guias de desoclusão). Não há possibilidade de soltura do componente protético durante função mastigatória, uma vez que o sentido compressivo favorece ainda mais o embricamento dos componentes.

 

Instrumentais

Qual material é utilizado?

As Brocas FGM são fabricadas em um aço inoxidável nobre, indicado para uso em instrumentais cirúrgicos, conforme norma americana ASTM F899, que possui alta resistência mecânica aliada à resistência à corrosão, além do tratamento superficial de Nitreto de Titânio (TiN), que promove uma diminuição do atrito e um aumento da dureza e consequente maior durabilidade da broca.

 

O que possibilita a perfuração única, sem a necessidade do escalonamento?

Os principais fatores que permitem a realização da perfuração em uma única etapa são: a geometria cônica invertida, a pequena área de contato com a superfície óssea (feita apenas pelas arestas cortantes da broca), os canais laterais que possuem alta profundidade e reduzem a espessura do metal, proporcionando rápida troca de calor com o líquido refrigerante; a ponta guia que estabiliza a direção de penetração do instrumental e o revestimento em TiN (Nitreto de Titânio) que reduz o coeficiente de atrito entre a Broca FGM e o tecido ósseo.

Em relação à perfuração única, a broca não sofre um aquecimento, cauterizando o tecido ósseo?

Não. Desde que o cirurgião proceda a instrumentação seguindo corretamente os protocolos já consagrados para perfuração, adequados rotação e torque, irrigação abundante, fresagem intermitente, etc., não haverá problema de necrose tecidual. Também é importante salientar que a manutenção das ferramentas deve ser criteriosa para que estas se mantenham com corte adequado durante toda sua vida útil, e trocá-las quando esta expirar (20 perfurações).

Existem estudos que comprovam tais características?

Sim, realizado pelo CERMAT – UFSC e consta no Perfil Técnico do Sistema.

O uso dos limitadores não influencia na irrigação?

Os limitadores de profundidade do Sistema Arcsys não prejudicam a irrigação porque as Brocas FGM possuem um design exclusivo com canais laterais profundos que iniciam previamente ao “batente” dos limitadores e, portanto, permitem que o fluido transite por baixo do dispositivo e transite por toda sua extensão.

O anel o´ring não resseca com tempo ou com uso contínuo em autoclave?

Assim como ocorre em todo material, a ciclagem em autoclave diminui vida útil de materiais metálicos e elastoméricos, porém o silicone disponibilizado nos encaixes das chaves do Sistema Arcsys é de excelente qualidade e se mantém, via de regra, viável em toda a vida útil das Brocas FGM (20 perfurações).

Qual a vida útil das nossas brocas?

A vida útil das Brocas FGM, tal como na maioria dos demais sistemas, é de aproximadamente 20 perfurações aproximadamente, pois existem inúmeras variáveis, como a densidade óssea encontrada nos pacientes e o número de ciclos térmicos. É importante substituir as brocas antes delas ficarem com as lâminas cortantes inativas ou deficientes, para que não gerem atrito em demasia.

A Angulação de um componente protético é muito fácil, mas passa a sensação de fragilidade do material. Qual a força (Ncm) aplicada na alavanca para realizar a angulação?

A força aplicada sobre os componentes varia em razão da diferença de altura entre eles. Por exemplo, quanto maior a altura de transmucoso do componente menor será a força necessária para encruá-lo. Em relação à quantificação desta força, podemos adotar a pior condição, onde é necessária uma força de 1725N para danificar o componente, o que é muito acima da força máxima aplicada sobre um dente unitário para um indivíduo jovem, adulto, do sexo masculino, para um dente molar (condição mais crítica), que é em torno de 306N.

Por que depois de angulado, o componente sofre um leve retorno?

O retorno se deve a componente elástica do material, que antes de se deformar plasticamente (deformação definitiva) sofre uma deformação elástica, que retorna ao seu estado original após concluir a aplicação da força. Este retorno já está contemplado no Angulador, havendo uma compensação na angulação replicada ao componente final.

Ao ser exposta a torques muito elevados, existe a possibilidade de travamento da chave?

Só haverá possibilidade de travamento se o profissional submeter à chave de instalação a torques acima de 110Ncm, valor muito maior que o usual durante a instalação dos implantes.

Ao ser exposta a torques muito elevados, existe a possibilidade de travamento?

Só haverá possibilidade de travamento se o profissional submeter à chave de instalação a torques acima de 120Ncm, valor muito maior que o usual durante a instalação dos implantes.

Componentes

Qual material é utilizado na fabricação?

Os componentes protéticos são fabricados em aço inoxidável, indicado para uso em produtos implantáveis, fabricado conforme norma americana ASTM F138-13a.

Depois de angulado, o componente não fica fragilizado podendo ocorrer fratura?

Os Componentes Anguláveis da FGM são fabricados conforme a norma ASTM F138-13a e ABNT NBR ISSO 5832-1:2008, que definem as características da composição química, propriedades mecânicas, microestrutura e requisitos para aplicação deste material em produtos implantáveis. Os componentes passaram por uma série de testes, tanto de fadiga estática (ensaio de compressão), quanto de fadiga dinâmica. Conforme resultados obtidos, a força limite de resistência (Flr) alcançou um valor médio de 1725N, que corresponde ao ensaio de fadiga estática dos componentes protéticos na pior condição (Munhão Angulável Arcsys 3x6x5,5mm, angulado a 20°), ou seja, um valor muito superior ao estudo realizado por Ferrario et al (2004), onde a média da força máxima aplicada sobre um dente unitário (primeiro molar) de um indivíduo adulto, saudável e do sexo masculino é de aproximadamente 306N.

Qual a carga, força (Ncm) o componente suporta?

Realizamos ensaios de fadiga estática no componente montado sobre o implante, onde selecionamos a condição mais crítica, definida pelo componente de maior altura de transmucoso e menor robustez (Munhão Angulável Arcsys 3x6x5,5mm, já angulado a 20°). Este ensaio foi conduzido conforme norma ABNT NBR ISO 14801:2012, que define um método padronizado para verificação da resistência mecânica dos componentes sobre fadiga estática (ensaio de compressão) e fadiga dinâmica. Para este teste, o componente resistiu a um valor médio de 1725N, ou seja, um valor muito superior ao estudo realizado por Ferrario et al (2004), onde a média da força máxima aplicada sobre um dente unitário (primeiro molar) de um indivíduo adulto, saudável e do sexo masculino é de aproximadamente 306N.

Qual o comportamento do componente (aço inox) em relação à interação com os tecidos?

Embora seja inédita na implantodontia, a liga utilizada é implantável e já utilizada há muito tempo na área médica em dispositivos implantares, justamente por sua adequada resposta biológica aos tecidos. Conforme evidenciada pela norma americana ASTM F138-13a.

Como é a interação dos materiais aço inox com o titânio grau V?

A norma ABNT NBR 16044:2012 define os requisitos gerais para implantes dentários. Nela são especificadas diversas questões, como o contato com materiais de diferente composição química. Esta norma faz citação a outra (ABNT ISO 21534), que define que a combinação do aço inoxidável ASTM F138-13ª (utilizado como material de fabricação dos intermediários) e do Ti6Al4V ( utilizado na fabricação dos implantes) é considerada aceitável para aplicação, podendo ser utilizada sem maiores problemas.

Como é realizado o acionamento? Qual a força necessária para um travamento ideal?

O acionamento deve ser realizado por impacto mecânico, através de dispositivo próprio. O Martelete foi projetado para proporcionar este acionamento de maneira adequada, conferindo segurança para o usuário. O travamento ideal é realizado pela quantidade de batidas que o profissional submete ao componente protético. Recomendamos ao menos 3 (três) impactos, para proporcionar um travamento confiável.
O profissional pode “complementar” a ativação com mais impactos isso não traz qualquer malefício ao conjunto.

Que fatores influenciam no acionamento (embricamento do conjunto implante/componente)?

Os fatores físicos, por isso, é muito importante observá-los para garantir a passividade da penetração do componente na câmara do implante:
1) Fragmentos dentro do implante impedindo a descida do componente. Solução: Irrigar o interior do implante sob pressão e aspirar com cânula endodôntica (atenção redobrada quando ele foi instalado associado à preenchimento de gaps).
2) Excesso de líquido (sangue/soro) dentro do implante. Solução: Irrigar o interior do implante sob pressão e aspirar com cânula endodôntica.
3) Seleção correta da altura do transmucoso, de forma que esta permita que o componente desça até seu curso final no implante sem interferir nas cristas ósseas ou tecidos moles. Solução: Adeque a altura transmucosa de modo a evitar a pressão do tecido mole sobre o componente e verifique se há passividade na descida do mesmo. Em caso de contato com a crista óssea, é necessário escariar a região para garantir a passividade do assentamento.
4) Acionamento do Martelete conforme preconizado. Solução: Alinhar o Martelete ao longo eixo do implante, conforme instruções de uso, acionar corretamente o gatilho (segurando na área especificada) e aplicar no mínimo 3 impactos completos.
5) Pontos de contatos na porção protética impedindo a descida do conjunto prótese/componente quando estes estiverem unidos. Solução: checar os pontos de contato da prótese e aliviar se necessário. Checar com fio dental.
6) Ajuste oclusal (ausência de guias de desoclusão). Solução: Ajustar guias anterior e lateral. Em oclusão (MIH) suave, a prótese não deve ser marcada pelo accufilm. Em oclusão forçada, a prótese deve apresentar leve marcação. Isso se deve pela ausência de ligamento periodontal.

Após realizar a customização de um intermediário, é possível reangulá-lo novamente?

Não. Uma vez alterada a configuração cristalina dos componentes protéticos anguláveis, ela não deverá ser rearranjada novamente. O encruamento é uma deformação plástica que promove o aumento da força de resistência de ligas não ferrosas. A modificação plástica de um corpo encruado (reangulação) para qualquer direção e em qualquer quantidade, poderá causar fissuras microscópicas que poderão comprometer a resistência desses componentes e ocasionar trincas e até fraturas.

Caso seja necessária a reversibilidade, como proceder? Em boca não existe movimento parecido que faça soltá-lo?

Sua reversibilidade é possível e segura, desde que o profissional apreenda o componente com sua respectiva chave extratora. Basta realizar os movimentos de torção e tração simultaneamente (cerca de 30N são suficientes para “anular” o efeito morse). Importante avaliar a presença de parafunções (como o bruxismo). Nestes casos, a oclusão precisa estar ajustada de acordo com as premissas básicas que a regem (liberdade dos mvoimentos excursivos e toque seletivo durante as guias de desoclusão). Não há possibilidade de soltura do componente protético durante função mastigatória, uma vez que o sentido compressivo favorece ainda mais o embricamento dos componentes.

Como é a interação dos materiais aço inox com o titânio grau v?

A norma ABNT NBR 16044:2012 define os requisitos gerais para implantes dentários. Nela são especificadas diversas questões, como o contato com materiais de diferente composição química. Esta norma faz citação a outra (ABNT ISO 21534), que define a combinação do aço inoxidável ASTM F138-13a (a ser utilizado como material de fabricação do pilar) e do Ti6Al4V (que é utilizado na fabricação do implante) como adequada para a aplicação biomédica, podendo ser utilizada sem maiores problemas. Vale lembrar que a maioria dos sistemas concorrentes já trabalham com divergência químico-mecânica entre as ligas utilizadas nos implantes (G4) e componentes (G5) .
O desgaste entre as faces existirá quando ambas estiverem em movimentos divergentes, o que não ocorre em razão da indexação rígida promovida pela confiabilidade da usinagem. Você poderá acompanhar o artigo que valida a segurança e resistência da conexão através do link abaixo: https://goo.gl/gGMwBb

Como selecionar o componente? Como selecionar a altura do transmucoso?

A altura transmucosa compreende a distância que vai do topo do implante ao início da prótese. Por se tratar de um sistema morse, o implante deverá ser submerso em relação ao nível ósseo (2-3mm). A esta distância, soma-se a espessura da gengiva. O valor total obtido deverá permitir a formação de um novo espaço biológico, devendo o reabilitador estar atento à necessidade de esconder o término gengival em aproximadamente 1mm. Esses valores deverão ser mensurados através do medidor transmucoso. A decisão sobre a altura também pode ser postergada para depois do condicionamento feito pelo cicatrizador, e só então fazer a escolha do componente.

Importante:

É fundamental ativar o componente selecionado somente após a certificação da escolha da altura correta. Do contrário, poderá haver soltura, subembricamento, exposição do término protético, etc. além disso, caso haja dano durante a substituição do componente, poderá haver o comprometimento da qualidade.

O material utilizado nos componentes multifuncionais do Sistema Arcsys é o PEEK. Quais suas vantagens em relação aos concorrentes que utilizam componentes de titânio ou aço inoxidável (dependendo do componente)?

As vantagens são diversas. Podem ser facilmente personalizados pelo profissional, permitem desgastes seletivos e reembasamentos (com resina acrílica ou composta), geram contraste visual com os tecidos adjascentes, diminuem o tempo de trabalho e são economicamente mais viáveis.
Proporcionam suporte mecânico suficiente sem danificar o cone morse do implante ou o componente, em função do material apresentar menor dureza que o titânio. Se necessário, podem ser customizados facilmente pelo usuário, tanto em relação à desgaste quanto acréscimo.
O fato de serem multifuncionais, facilita o controle clínico e otimiza a gestão do estoque, reduzindo expressivamente a quantidade de insumos adquiridos para a reabilitação sobre implantes.

Qual o tempo apropriado para a substituição dos oring´s das próteses tipo Overdentures?

O período indicado para a troca das borrachas de retenção é em torno de seis meses. A vida útil desses dispositivos está diretamente associada à distância de instalação entre implantes, ao paralelismo conseguido entre eles (preconiza-se uma orientação de até seis graus) e à área mucosa que suportará o movimento de báscula, auxiliando na distribuição da carga aferida durante o momento mastigatório. Outros fatores como o perfil craniofacial do paciente, padrão muscular, presença de parafunção, oclusão e guias de desoclusão também devem ser considerados.

O componente pode rodar durante o torque do parafuso protético?

Sim. Isso poderá ocorrer em duas situações específicas: 1) Se a força aplicada para o torque do parafuso protético ultrapassar 30N (recomenda-se 10N para a estabilização do mesmo). 2) Se o componente protético estiver subembricado. Neste caso ele não estará ativado por completo, e seu embricamento poderá ser revertido com força inferior à 30N.

Como faço para remover coroas provisórias de componentes já ativados?

A remoção de coroas provisórias ou transferentes multifuncionais utilizados como coifas deverá ser feita somente através do movimento de tração (sem rotação). Nestas situações, ele se desprenderá com força inferior aos 212N, força esta necessária para a liberação do conjunto (implante/componente) após 3 impactos pelo martelete.

É possível reangular componentes já customizados?

NÃO. A modificação estrutural de componentes já encruados irá comprometer o desempenho mecânico desses intermediários. Esta atitude pode trazer sérios riscos de falha catastrófica (fratura) durante o uso funcional dos mesmos. Recomenda-se que componentes encruados não sofram quaisquer deformação plástica adicional, mesmo que no sentido do encruamento inicial.

Depois de angulado, o componente não fica fragilizado podendo ocorrer fratura?

Os Componentes Anguláveis da FGM são fabricados conforme a norma ASTM F138-13a e ABNT NBR ISSO 5832-1:2008, que definem as características da composição química, propriedades mecânicas, microestrutura e requisitos para aplicação deste material em produtos implantáveis. Os componentes passaram por uma série de testes, tanto de fadiga estática (ensaio de compressão), quanto de fadiga dinâmica. Conforme resultados obtidos, a força limite de resistência (Flr) alcançou um valor médio de 1725N, que corresponde ao ensaio de fadiga estática dos componentes protéticos na pior condição (Munhão Angulável Arcsys 3x6x5,5mm, angulado a 20°), ou seja, um valor muito superior ao estudo realizado por Ferrario et al (2004), onde a média da força máxima aplicada sobre um dente unitário (primeiro molar) de um indivíduo adulto, saudável e do sexo masculino é de aproximadamente 306N.

Importante:

É fundamental ativar o componente selecionado somente após a certificação da escolha da altura correta. Do contrário, poderá haver soltura, subembricamento, exposição do término protético, etc. além disso, caso haja dano durante a substituição do componente, poderá haver o comprometimento da qualidade e

Conexão CM é segura?

O Sistema Arcsys foi idealizado para ser um encaixe friccional puro, maciço e sem a presença do parafuso, o qual é muitas vezes o responsável pelo afrouxamento ou fratura de componentes protéticos, em função do processo de fadiga ocasionada pelas cargas mastigatórias. Este conceito friccional traz maior segurança para o paciente, pois a retenção do componente protético no implante é assegurada pela contínua ação das forças mastigatórias, o que mantém a conexão implante/pilar segura. Quando comparada com outras conexões, ela apresenta um resultado superior, confira: (link artigo de comparação entre conexões)

Quais as vantagens em relação às demais plataformas HE e HI?

Nos sistemas tipo Cone Morse puro, a pressão exercida para o travamento do pilar no implante gera uma resistência friccional suficiente para uma conexão segura, e se devidamente embricado, elimina o problema da eventual soltura do mesmo, além de favorecer o desempenho em longo prazo do conjunto, diferente do que ocorre com implantes que apresentam conexões hexagonais.
Outra questão bastante importante para a longevidade do sistema friccional é a resistência à infiltração e colonização bacteriana na interface pilar/implante. A micromovimentação e a proximidade da porção protética junto aos tecidos peri-implantares (implantes hexagonais) permite o acúmulo microbiano que pode levar a uma condição de peri-implantite, podendo evoluir para a perda do implante. Considerando essas informações, conforme diversos estudos publicados, o selamento promovido pelo encaixe Cone Morse demonstra ser hermético no que tange a infiltração bacteriana.

Qual o tratamento de superfície e o tempo de osseointegração?

O Implante Friccional Arcsys possui um tratamento de duplo ataque ácido (DuoAttack), desenvolvido na Universidade de Nova Iorque, pelo Professor Paulo Guilherme Coelho. Este tratamento proporciona acelerada integração dos tecidos ósseos com a superfície do implante quando comparado a outros tratamentos (jateamento com ataque ácido e sem tratamento). É importante salientar que não há uma metodologia padronizada que define o tempo de ósseointegração de um implante dentário, uma vez que existem outros fatores envolvidos neste processo, relacionados à técnica e sobretudo à fisiologia do próprio paciente..

O Sistema Arcsys é similar ao Sistema Bicon, porém quais os principais diferenciais entre os dois sistemas?

A similaridade se restringe apenas à questão da conexão entre implante e componente protético, que se dá por meio de um Cone Morse Friccional, para ambos os sistemas.
O implante Arcsys não é instalado “batido”, logo permite carga imediata, tão requerida pelos dentistas latino-americanos. Outra diferença é que no sistema Arcsys o componente é ativado em boca e depois transferido, ao contrário do sistema Bicon, onde se preconiza transferir o implante.

Qual material utilizado no Tapa de cobertura? Ele apresenta vantagens sobre os parafusos metálicos?

O Tapa de cobertura da FGM (cover) é fabricado em silicone grau médico, de uso irrestrito. O material, por apresentar elasticidade e baixa dureza, se adapta adequadamente sobre o implante, não agredindo os tecidos adjacentes. O tapa siliconado possui vantagens em relação aos tradicionais sobretudo por tornar o processo de instalação e remoção muito mais simples e rápido. Ele dificulta o crescimento ósseo em sua porção superior, de forma a facilitar a etapa de reabertura e adaptação/ativação do componente protético. Contudo, um de seus maiores benefícios se refere à permanecer firmemente aderido ao seu dispositivo insersor ou extrator, proporcionando muita segurança e agilidade no processo de tamponamento dos implantes.