A excelência em ultraporosidade: Nanosynt

Ao planejar um enxerto ósseo, além das características acerca do paciente e do defeito a ser reparado, uma série de detalhes devem ser considerados pelo cirurgião-dentista, sobretudo aqueles associados ao próprio biomaterial como: morfologia/tamanho da partícula, porosidade e morfologia da superfície, pois tais fatores orientarão como o hospedeiro irá interagir com o enxerto imediatamente após a implantação.1

Logo, a POROSIDADE deve ser uma das prioridades a ser observada, pois é sabido que a cinética de osseointegração está relacionada com a forma como um tecido ósseo se desenvolve tridimensionalmente entre e dentro da macrogeometria dos biomateriais.1

Um engano comum é acreditar que a porosidade está exclusivamente ligada a origem do biomaterial, quando outros fatores também influenciam esta característica. Por exemplo, materiais de mesma composição podem apresentar distintas morfologias e porosidades, em ocorrência de seu processo produtivo.

Por ser de origem sintética, o processo de fabricação do Nanosynt possibilita que haja ideal morfologia e porosidade sua superfície, oferecendo diferenciada neoformação óssea em comparação aos demais materiais no mercado.

 

Abaixo, através de imagens de microscopia eletrônica, podemos comparar a porosidade de biomateriais distintos:

Mesmos materiais em maior aumento (10.000 X), onde as imagens evidenciam ainda mais a maior porosidade do Nanosynt.

Observa-se a superfície ultraporosa do Nanosynt em relação ao bovino. Essa condição permitirá maior permeabilidade e ancoragem celular, favorecendo a eficiência do reparo tecidual.

Embora sejam quimicamente idênticos (60% de hidroxiapatita e 40% de B-TCP), a estruturação ultraporosa do Nanosynt contrasta fortemente com o padrão marmorizado do biomaterial sintético (referência mundial). A maior permeabilidade favorece não somente a usabilidade, mas também a velocidade de reparo tecidual.

Conforme observado nas imagens acima, dentre os biomateriais mais conhecidos no mercado, Nanosynt é o único que apresenta tal porosidade. Essa exclusiva característica o torna excepcionalmente hidrofílico e apto à ancoragem celular. Sua estruturação interconectada é valiosamente bem assimilada pelo organismo durante o processo de remodelação tecidual, possibilitando uma interação celular ímpar.

Este potencial favorável ao crescimento ósseo é evidenciado clinicamente e já publicado em revista internacional conceituada:

É percebido que a estruturação interconectada, elevada porosidade e composição química bifásica fazem com que Nanosynt obtenha 20% mais osso neoformado no período de seis meses quando comparado ao seu principal concorrente.

A consolidação dos materiais sintéticos como substitutos ósseos é uma realidade científica. Nanosynt, por exemplo, alcança em seu processo produtivo, temperaturas superiores a 1000°C, tornando nulas as chances de contaminação. Além disso, seu processo industrial segue normas internacionais de pureza, garantindo um produto final que atende com segurança os mais elevados padrões de qualidade.

Não obstante, benefícios associados à usabilidade, rápida manipulação, porções fraccionadas e excelente custo x benefício fazem de Nanosynt a melhor opção na hora de escolher seu biomaterial.

Referências

  1. Tovar N, Jimbo R, Witek L, et al. The physicochemical characterization and in vivo response of micro/nanoporous bioactive ceramic particulate bone graft materials. Mater Sci Eng C 2014; 43: 472–480.
  2. Lambert F, Bacevic M, Layrolle P, et al. Impact of biomaterial microtopography on bone regeneration: comparison of three hydroxyapatites. Clin Oral Implants Res 2017; 28: e201–e207.
  3. Oliveira LA de. Imagens internas – Nanosynt.
  4. Desterro F de P do, Sader MS, Soares GD de A, et al. Can inorganic bovine bone grafts present distinct properties? Braz Dent J 2014; 25: 282–288.
  5. Perdigão J. Imagens internas – Nanosynt.
  6. Dietze S, Bayerlein T, Proff P, et al. The ultrastructure and processing properties of Straumann Bone Ceramic® and Nanobone®. Folia Morphol (Warsz) 2006; 65: 63–65.
  7. Coutinho V. Avaliação do efeito da radiação laser em cultura de células cultivadas sobre um substrato sintético nanoparticulado: caracterização química, morfológica e análise de sua biocompatibilidade tecidual in vivo. Universidade Cruzeiro do Sul, 2017.
  8. Uzeda MJ, de Brito Resende RF, Sartoretto SC, et al. Randomized clinical trial for the biological evaluation of two nanostructured biphasic calcium phosphate biomaterials as a bone substitute. Clin Implant Dent Relat Res 2017; 19: 802–811.

pablo.macedo

Adicionar comentário