Colagem de fragmento dental associado à técnica direta restauradora com resina composta Vittra APS

Autores: Alvaro Augusto Amorim

Orientador: Paulo Sergio Quagliatto

Palavras chaves :  Colagem de Fragmento, Resina Composta , Adesivos

 

Relato de Caso Clínico

Paciente  D.R.M. sexo masculino, 17 anos, foi encaminhado à clínica da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia , pelo seu amigo e estudante de odontologia A.A.A e relata que durante uma partida de sinuca, a bola atingiu sua boca e causou um trauma  no elemento 12 (Figura 1). O paciente relatou que o trauma havia ocorrido há dez horas e que ainda sentia uma pequena sensibilidade na área.

Durante o exame clínico, observou-se presença de fratura na borda incisal do elemento 12 (Figura 2).,  extensão da fratura com pequena exposição dentinária, ausência de mobilidade dental, ausência de exposição pulpar e discreta sensibilidade às variações de temperatura. O exame radiográfico mostrou normalidade radicular ,  normalidade nos tecidos de sustentação e sem invasão do espaço biológico e do tecido pulpar.

 

Tratamento proposto

Após as avaliações clínicas e radiográficas e com a  presença de  parte do fragmento, que foi levada pelo paciente, optou-se pela técnica de colagem do mesmo com sistema adesivo Ambar APS (FGM-Joinville-SC) e posterior restauração com resina composta Vittra-APS cores DA2 e EA2 (FGM-Joinville-SC).

Para a execução da técnica idealizada no planejamento,   realizou-se a  profilaxia com pedra pomes e água ,  seleção da cor do material restaurador e isolamento absoluto do campo operatório.      Sem execução de nenhum tipo de desgaste ou preparo, foi realizado o condicionamento ácido Condac 37%  (FGM-Joinville-SC), no esmalte remanescente durante 30 segundos (Figura 3), seguido de lavagem abundante com água e secagem com ar.

Interessante ressaltar que também foi feito o condicionamento com o mesmo ácido no fragmento e também após 30 segundos lavagem com água e secagem com ar. Após essa etapa, realizou-se  a aplicação de duas camadas de Ambar APS (FGM-Joinville-SC)  tanto na estrutura dental (Figura 4) como no fragmento. O adesivo utilizado permitiu maior tempo de trabalho, sem sofrer polimerização em luz ambiente e assim levamos o fragmento em posição sendo a adaptação precisa , semelhante ao teste feito durante o exame clínico.

A adaptação se deu de maneira perfeita e precisa do fragmento ao remanescente, após a fotopolimerização com aparelho Radii-SDI, durante 20 segundos,.

Feita a colagem do remanescente (Figura 5), executamos um pequeno bisel na face vestibular do elemento 12 com uma ponta diamantada 2200 KG Sorensen-SP , lavagem e secagem com ar na área preparada e novamente um condicionamento ácido Condac 37% , durante 30 segundos.

Após lavagem  e secagem, foi aplicado o mesmo adesivo  utilizado para colagem e fotopolimerizado por 20 segundos com aparelho Radii-SDI .

Uma camada da resina composta Vittra APS, de cor AD2, foi inserida e fotopolimerizada por 20 segundos com o mesmo aparelho fotopolimerizador e uma outra camada de resina composta Vittra APS, de cor EA2, foi inserida para cobertura da face vestibular (Figura 6, 7 ) e fotopolimerizada da mesma forma e pelo mesmo tempo.

Após a remoção dos excessos com pontas multi-laminadas Grendel + Zweiling (D+Z-Germany) foi removido o lençol de borracha e realizado o ajuste oclusal (Figura 8) com movimentos de lateralidade e protrusão .

O  acabamento e polimento foi realizado com discos de granulação decrescente, feltro de algodão e pasta de polimento que compõe o Kit Diamond Master (FGM-Joinville-SC).

O resultado final mostra a naturalidade e ainda a realização de um tratamento minimamente invasivo com restabelecimento da forma , da função e da estética (Figura 9).

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