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Higienização das mãos: um procedimento muito importante na odontologia

A higienização das mãos é considerada a ação isolada mais importante no controle de infecções em serviços de saúde.
Porém, a falta de adesão dos profissionais de saúde a esta prática é uma realidade que vem sendo constatada ao longo dos anos e tem sido objeto de estudos em diversas partes do mundo.
A utilização simples de água e sabão pode reduzir a população microbiana presente nas mãos e, na maioria das vezes, interromper a cadeia de transmissão de doenças. A aplicação de produtos antissépticos, em especial de agentes com base alcoólica, pode reduzir ainda mais os riscos de transmissão, pela intensificação da redução microbiana ou por favorecer um aumento na frequência de higienização das mãos.
Em geral, os micro-organismos são transmitidos por contato direto ou indireto, por meio de gotículas de secreções respiratórias e pelo ar. No ambiente da assistência à saúde, é consenso que a transmissão por contato desempenha o papel mais importante nesta dinâmica. Nas atividades diárias, as mãos humanas estão constantemente em intenso contato com o ambiente ao redor, e esta forma de transmissão também fica evidente.
A importância da higienização das mãos na prevenção da transmissão das infecções é baseada na capacidade da pele para abrigar micro-organismos e transferi-los de uma superfície para a outra, por contato direto, pele com pele; ou indireto, por meio de objetos.
A flora normal da pele é divida em residente e transitória, e esta classificação é essencial para o entendimento da cadeia de transmissão dos agentes infecciosos.
A flora residente é composta por elementos que estão frequentemente aderidos nos estratos mais profundos da camada córnea, formando colônias de micro-organismos que se multiplicam e se mantêm em equilíbrio com as defesas do hospedeiro. Os componentes mais comuns dessa flora são o Staphylococcus coagulase negativo, micrococos e certas espécies de corinebactérias. São micro-organismos de difícil remoção, e as suas colônias possuem mecanismos de defesa contra a remoção mecânica ou por agentes químicos. Muitos deles apresentam baixa patogenicidade, mas podem se tornar invasivos e causar infecções em pessoas suscetíveis.
A flora transitória é composta por micro-organismos que se depositam na superfície da pele, provenientes de fontes externas, colonizando, temporariamente, os estratos córneos mais superficiais. Normalmente, é formada por bactérias gram-negativas, como enterobactérias, Pseudomonas, bactérias aeróbicas formadoras de esporos, fungos e vírus, possuindo maior potencial patogênico. Por serem mais facilmente removidos da pele, por meio de ação mecânica, esses micro-organismos também se espalham com mais facilidade pelo contato e são eliminados com mais facilidade pela degermação com agentes antissépticos.
O grande desafio, nos dias atuais, é a adequação das técnicas já desenvolvidas, aplicando os produtos disponíveis a real necessidade de cada instituição, de acordo com o grau de complexidade das ações assistenciais ali desenvolvidas.
O manual de isolamento e precauções do Centro de Controle de Doenças de Atlanta (CDC) e do Comitê de Aconselhamento para as Práticas de Controle de Infecções em Hospitais (HICPAC) recomenda a lavagem das mãos entre contatos com pacientes; após contato com sangue, secreções corporais, excreções, secreções, equipamentos ou artigos que possam estar contaminados; imediatamente após a retirada de luvas e entre atividades com o mesmo paciente, para evitar a transmissão cruzada entre diferentes sítios corporais.
O manual para lavagem e antissepsia das mãos em áreas de assistência à saúde da Associação de Profissionais em Controle de Infecções (APIC) recomenda a lavagem das mãos quando apresentam sujidade visível; antes e depois do contato com pacientes, após contato com fluidos corporais, mucosas, pele lesada e objetos que possam estar contaminados; e após a remoção de luvas.
O manual de recomendações do CDC e HICPAC para prevenção de infecções em sítio cirúrgico orienta sobre a antissepsia das mãos e antebraços da equipe cirúrgico. E a Associação para Enfermeiros de Centro Cirúrgico (AORN) desenvolveu recomendações específicas sobre o preparo das mãos da equipe cirúrgica.
O órgão administrativo para segurança e saúde ocupacional do governo norte-americano (OSHA) requer que as mãos sejam lavadas imediatamente ou assim que possível, após a remoção de luvas ou de equipamentos de proteção individual. Ainda, os profissionais devem lavar as mãos com água e sabão imediatamente após contato com sangue ou outras secreções corporais potencialmente infectantes, como o sêmen, secreções vaginais, líquor, líquidos pleural, pericárdico, peritoneal e amniótico, saliva ou qualquer outro líquido com contaminação visível por sangue. Na ausência de condições para a lavagem das mãos, devem ser utilizados lenços ou toalhas embebidos em antissépticos, realizando a lavagem das mãos assim que possível. Higienize sempre suas mãos!

Fonte: Odontomagazine


Publicado por FGM Interativa

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