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Da cárie ao herpes, veja como combater os inimigos da saúde bucal

A boca tem seus inimigos declarados – cáries, gengivite, mau hálito. Apesar de serem conhecidos, grande parte da população é acometida por essas doenças comuns. Mais conhecida ainda é a maneira de prevenir esses males: higiene bucal. Quando a escova e o fio dental são deixados de lado, entra em cena o biofilme oral – também chamado de placa bacteriana. Essa é a fonte da maioria dos problemas orais.
Para esclarecer como esses vilões invadem a boca, o cirurgião-dentista, Hugo Roberto Lewgoy, professor da Anhanguera UNIBAN, explica o que é cada doença oral e seus perigos.
CÁRIE
“A cárie atinge mais de 80% da população mundial, ou seja, existem cerca de cinco bilhões de pessoas acometidas por esta doença em todo o mundo”, diz Lewgoy. O tal do biofilme oral, quando acumulado, transforma a boca em um ambiente perfeito para a proliferação excessiva de bactérias. Neste caso, os microrganismos que utilizam os açúcares com fonte de energia, promovem um processo de fermentação.O pH oral fica ácido e provoca a desmineralização dos dentes e, consequentemente, as cáries. Em uma fase inicial, a doença destroi apenas o esmalte do dente, mas não há dor. Quando o caso fica mais sério, a cárie chega ao esmalte e à dentina, e forma uma cavidade no dente. O dente fica sensível ao frio e quente. Quando atinge vasos e nervos, a destruição do dente atinge a polpa, o que pode causar um abscesso e evoluir para granuloma.
GENGIVITE E PERIODONTITE

O acúmulo do biofilme também é o responsável pelas doenças periodontais. A inflamação da gengiva (gengivite) é caracterizada por vermelhidão, inchaço e sangramento na região. “Estima-se que apenas dois em cada dez adultos têm as gengivas sadias”, diz Hugo Lewgoy. Se a pessoa é um pouco desleixada com a higiene, o tártaro precisa ser removido por um dentista. Do contrário, o quadro pode evoluir para periodontite. Os tecidos que servem de suporte para os dentes são prejudicados e há risco de perda de dentes. Apesar de a dor se manifestar apenas com estímulo – durante a escovação, por exemplo – é preciso ficar atento. Normalmente, as pessoas associam a doença com a ocorrência da dor. “Como na grande maioria das vezes a gengivite é assintomática ela acaba sendo detectada apenas em estágios mais avançados, quando os danos já são maiores”.
HALITOSE
Apesar de a sabedoria popular apontar problemas estomacais como as principais causas da halitose, em 90% dos casos, o problema está na boca mesmo. Como a maior parte das doenças bucais, o mau hálito é provocado por falta de higienização, principalmente da língua. Ao olhar no espelho e colocar a língua para fora, se houver uma camada esbranquiçada no fundo da língua, é possível que haja saburra lingual – bacatérias acumuladas que liberam enxofre, o responsável pelo odor desagradável. Para prevenir, além da escova, fio dental e limpador de língua, é importante beber bastante água e evitar tabaco e bebidas alcoólicas.
AFTA
A doença causa úlceras na mucosa bucal. Atinge cerca de 20% da população mundial, sobretudo jovens, com leve aumento entre as mulheres. São extremamente dolorosas. “Elas podem ser brancas ou amareladas e podem aparecer na mucosa bucal, língua, gengiva”, diz a estomatologista, Carméli Sampaio, consultora científica da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). Ainda não se sabe quais são as causas, mas a incidência maior é ligada a predisposição genética, trauma, alergia, hormônios, estresse e doenças autoimunes. Se a lesão permanecer por mais de três semanas, é indicado procurar um médico ou dentista.
BOCA SECA OU XEROSTOMIA

O avanço da idade, bebidas alcoólicas, tabaco e medicamentos podem diminuir a produção de saliva na boca. O problema é que a saliva tem funções importantes, como neutralizar o pH oral, além dos anticorpos contém, que protegem a saúde bucal. A xerostomia pode acarretar em dificuldade para falar, mastigar e engolir.
HERPES
Aquelas pequenas feridas formadas por bolhas que causam ardor, formigamento e coceira nos lábios são chamadas de herpes. Cerca de 90% da população mundial possuir o vírus do herpes, mas somente 10% desenvolvem as feridas. A doença se manifesta quando a imunidade do corpo está baixa e, no caso das mulheres, durante a menstruação. Uma vez que a ferida estoura, é altamente contagiosa. O herpes geralmente se manifesta nos lábios ou na região genital, mas pode aparecer no nariz, olhos, bochecha, nádegas e coxa. A transmissão ocorre quando uma pessoa com o herpes manifestado encosta na pele de outra, inclusive em relações sexuais. Para evitar que as feridas apareçam é indicado tomar cuidado com a exposição ao sol ou frio intenso, além de cuidar da imunidade com alimentação balanceada e se hidratar bem. “Todos têm contato com o VHS na infância, mas a maioria desenvolve resistência a ele”, diz o estomatologista Carlos Eduardo Ribeiro da Silva. “Não existe cura para o herpes. Porém, medicamentos antivirais conseguem amenizar os sintomas e acelerar o desaparecimento das bolhas”, garante.
Publicado por FGM Interativa

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