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Cuidar do sorriso do bebê faz toda a diferença

 

Algumas medidas são decisivas para que a criança adote bons hábitos e tenha dentes saudáveis, mantendo um belo sorriso até a fase adulta.

A boca tem um papel importante para todo ser humano. É por meio dela que nos comunicamos e, é na boca, quando mastigamos os alimentos, que começa o processo de digestão. Isso sem contar a função estética do sorriso. Por essas razões, é essencial cuidar da saúde bucal. Principalmente, ficar atento à higiene. E o mais importante: esta atenção tem que começar quando os bebês ainda não têm dentes. Segundo Jocileide Sales Campos, presidente do Departamento de Cuidados Primários da Sociedade Brasileira de Pediatria, é o pediatra que deve orientar as mães sobre os cuidados com a boca e os dentinhos do bebê. “Ele é o primeiro profissional de saúde que tem contato com as mães. Cabe a este especialista orientá-las sobre todos os cuidados que envolvem os pequenos, do aleitamento materno à importância da saúde bucal”, explica a médica pediatra Jocileide Campos.

Quem pensa que a amamentação só é importante porque garante o principal alimento para os bebês, nos primeiros meses de vida, muito se engana. “Quando eles sugam o seio materno, a mandíbula, a maxila e os músculos da face trabalham mais. Com isso, são estimulados a crescer de forma bem direcionada”, explica Silvia Chedid, odontopediatra e consultora da Associação Brasileira de Odontologia. “Além disso, a amamentação força a respiração nasal, decisiva para prevenir problemas nas vias aéreas superiores e promover a deglutição correta.” Uma das maneiras do bebê interagir com o mundo, também é por meio da boca. Ele vive esta fase oral no primeiro ano de vida e, na hora de explorar os objetos, coloca tudo o que encontra na boca, sua maior fonte de prazer. Por isso, todo cuidado com a higiene dos brinquedos é pouco. Eles devem ser lavados constantemente com água e sabão.

E mesmo quando os pequenos se alimentam apenas com leite materno, e ainda não têm dentinhos, é fundamental cuidar da limpeza da boca. “É comum o leite acumular em algum cantinho e fermentar. Isso torna a cavidade bucal um local perfeito para o desenvolvimento de fungos e bactérias”, explica Luciana Coutinho, especialista em odontopediatria e membro da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas. Para evitar que isso aconteça, o ideal é que a higiene seja feita com uma fralda ou gaze umedecida com água filtrada ou fervida em toda a gengiva do bebê, logo após as mamadas ou, rotineiramente, toda noite.

Visitando o odontopediatra

Normalmente, os primeiros dentinhos do bebê surgem aos seis meses, ocasião em que ele também passa a comer outros alimentos. É a hora da primeira consulta no odontopediatra, que orientará sobre os principais cuidados com a boca do pequeno. E, segundo alguns especialistas, a partir dessa idade os pais devem retirar, gradativamente, o hábito da mamadeira noturna. “O resto de lei te que fica na boca cria uma verdadeira cultura de bactérias, que pode provocar as cáries”, alerta a dentista Luciana Coutinho. Outro fator que o especialista observa na primeira consulta é se o bebê é um ‘respirador bucal’. Em um batepa po com os pais, ele checa se a criança respira bem, dorme de boca aberta, ronca à noite, baba no travesseiro e se tem sonolência durante o dia. A presença destas si tuações caracteriza o problema que pode pre judicar o crescimento da arcada dentária. E, nes ses casos, a criança deve ser encaminhada a um otorrinolaringologis ta, que verificará a causa e adotará o tratamento indicado para que ela volte a respirar pelo nariz. Os aparelhos ortodônticos preventivos são recomendados a partir dos cinco anos. Muitas vezes, nessa idade, já dá para notar a chamada mordida cruzada, decorrente da falta de crescimento da arcada superior e de problemas respiratórios.

Boa higienização

Segundo a odontopediatra Eliana Fujimoto Macedo, os dois primeiros dentinhos podem ser limpos apenas com uma gaze umedecida em água filtrada ou fervida. A escova de dente vai ser utilizada a partir do nascimento do quarto dente. As ideais são as de cabeça pequena e cerdas macias. A pasta, por sua vez, só entra em cena quando a criança tiver os oito incisivos (quatro superiores e quatro inferiores). E olho na embalagem: até os três anos de idade, o creme dental da criança não deve conter flúor. Isso porque ela ainda não consegue cuspir a espuma e, se engolir essa substância em excesso, e constantemente, pode desenvolver uma doença chamada fluorose, que altera os dentes em formação. As escovas elétricas, diz Eliana Macedo, também podem ser usadas pelos pequenos. “Eles mesmos podem escovar seus dentinhos. Basta ensiná-los a fazer uma leve pressão com a escova sobre os dentes e insistir nos movimentos circulares.”

E os especialistas são unânimes: o fio dental é tão importante quanto a escova. Ele garante a remoção efi- caz de resíduos de alimentos das super fícies laterais dos dentes, onde a escova não alcança. O flúor, por sua vez, só deve ser administrado no consultório. Caso a água distribuída na cidade não seja fluoretada, é preciso conversar com o dentista sobre os cuidados necessários e o reforço de flúor para as crianças.

LONGE DA CHUPETA

Um hábito comum e que pode comprometer o desenvolvimento da arcada dentária do bebê é o uso da chupeta. Além de poder contaminá-lo, se ela estiver suja, o uso constante pode deformar a arcada dentária e causar problemas na dentição, tanto na de leite quanto na permanente. O ideal é nem apresentá-la ao bebê. Mas, se não houver alternativa, opte pelo modelo ortodôntico e interrompa a sua utilização até os três anos de idade, assim como o hábito de chupar o dedo. Alimentação em foco Uma alimentação equilibrada é necessária para ajudar seu filho a ter dentes resistentes. Ela deve conter uma ampla variedade de vitaminas e sais minerais, como cálcio e fósforo.

Assim como o flúor é o maior protetor dos dentes das crianças, as guloseimas são seu maior inimigo. De acordo com Roberto Vianna, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia, além da limpeza malfeita, um dos principais responsáveis pelo aumento de cárie é o excesso de açúcar, seja na forma pura, em balas, doces ou refrigerantes. Os famosos salgadinhos e lanches rápidos, também podem grudar nos dentes e comprometer a saúde bucal. Outro aspecto relacionado à dieta da criança é a freqüência de alimentos como iogurtes, papinhas, macarrão, hambúrgueres, nuggets e outros itens industrializados. “Hoje, a garotada raramente come frutas, legumes crus e alimentos mais consistentes”, diz Eliana Macedo. Em conseqüência, os dentes acabam não sofrendo uma esfoliação natural, prejudicando o amolecimento daqueles que darão lugar aos permanentes.

Segundo a odontopediatra, com a predominância de alimentos mais pastosos na dieta dos pequenos, os incisivos laterais e o terceiro molar (dentes do siso) praticamente perderam a função. “Provalmente, em um futuro não muito distante, os dentes do siso, sobretudo, deixarão de existir”.

Fonte: Revista Viva Saúde

Publicado por FGM Interativa

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