Tratamento estético conservador com restaurações adesivas

Dr Edson Araujo e Dr Jorge Perdigão
* Dr Edson: Especialista, mestre e doutor em dentística restauradora. Professor adjunto da disciplina de clínica integrada da Universidade Federal de Santa Catarina ** Dr Jorge: DMD, MS, PhD. Professor Titular, Divisão de Dentística, Universidade de Minnesota, Minneapolis, EUA

A perda de tecido dental pode ser atribuída a diversas causas, entre elas a doença cárie, a abrasão, corrosão, abfração e as fraturas traumáticas. Um correto diagnóstico da etiologia é essencial para a realização de um tratamento adequado. As fraturas podem atingir um ou vários elementos dentais, podendo apresentar as mais variadas formas e extensões. Para o tratamento desses tipos de lesões em dentes anteriores, atualmente dispomos, basicamente, de dois materiais e técnicas restauradoras, as cerâmicas e os compósitos, cada qual apresentando suas indicações, contra-indicações, vantagens e desvantagens, o que vai depender do tipo e da extensão da fratura. Desta forma, a decisão por se utilizar cerâmica ou compósito para esse tipo de tratamento deve ser realizada com critérios. Hoje, a adesão ao substrato dental é um dos fundamentos da odontologia restauradora, o que muitas vezes torna possível a realização de restaurações sem nenhum tipo de preparo ou com preparos minimamente invasivos. Essa mudança de conceito de uma odontologia invasiva para uma odontologia menos invasiva, que preserva e protege tecido dental sadio, certamente se deve muito à adesão ou aos sistemas adesivos atualmente disponíveis no mercado.  Aliado a esse fato, podemos constatar também a evolução das propriedades ópticas dos materiais restauradores, que também favorece a execução de preparos minimamente invasivos, ou, em alguns casos, inexistentes. O caso clínico a ser demonstrado consiste em um tratamento restaurador com resina composta de um incisivo central superior direito fraturado, que já apresentava uma restauração, porém com deficiência morfológica e cromática. Uma etapa interessante a ser ressaltada neste tratamento, se refere ao preparo cavitário, que consistiu apenas na remoção da restauração deficiente, de modo a preservar uma maior quantidade de tecido dental sadio.

Agradecimento

Agradecemos a colaboração da colega Ana Sezinando na preparação de amostras para MEV.
Dr Edson Araujo
Especialista, mestre e doutor em dentística restauradora;
Professor adjunto da disciplina de clínica integrada da Universidade Federal de Santa Catarina
Dr Jorge Perdigão
DMD, MS, PhD
Professor Titular, Divisão de Dentística, Universidade de Minnesota, Minneapolis, EUA