Reestruturação estética: obtendo naturalidade utilizando a resina Llis

Fabiano Araujo
Especialista, Mestre e Doutor em Dentística (UFSC) >> Coordenador da Especialização Integrada em Prótese e Dentística da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) >> Coordenador dos Cursos de Odontologia Estética da ABO_São José dos Pinhais >> Professor Titular de Dentística e Clínica Integrada - Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) >> Professor do Aperfeiçoamento em Dentística e Prótese Estética da ABO_SJP e-mail: fabianoaraujo_@hotmail.com

O caso de uma jovem paciente, 20 anos de idade, com incisivo central superior fraturado e levemente escurecido por trauma e restauração nitidamente em desacordo com suas exigências estéticas ilustra este relato (Fig.1a). O dente apresentava vitalidade pulpar e, além da cor discrepante, tinha péssima estética, com falta de material, mesmo já tendo recebido dois tratamentos restauradores prévios (Figs.1b-1f). Os demais dentes estavam satisfatórios, porém amarelados.

A descoloração presente foi tratada com clareamento caseiro com peróxido de carbamida a 10% (Whiteness Perfect, FGM) por 20 dias. A cor obtida igualou as tonalidades da arcada. A seguir, resina composta foi acrescentada ao dente 21, restaurando provisoriamente a anatomia palatina e incisal e permitindo a moldagem com silicona para obtenção de uma matriz para inserção da resina palatina (Fig.2).

A restauração foi executada seguindo um protocolo clínico determinado: condicionamento ácido total com gel de ácido fosfórico a 37% por 30s em esmalte e 15s em dentina, lavagem pelo mesmo tempo, secagem suave com jato de ar e papel absorvente, aplicação do sistema adesivo (Ambar, FGM) de acordo com as recomendações do fabricante e fotopolimerização por 20s. Utilizando uma espátula, preencheu-se a guia de silicona com resina Llis translúcida Incisal, reproduzindo a espessura do esmalte palatino. Levando a matriz de encontro aos dentes, promoveu-se a fotopolimerização da camada por vestibular (Fig.3). Após remover a matriz, pode-se verificar o contorno conseguido. A seguir, com resina Llis opaca DA2 iniciou-se a reprodução da porção de dentina, mascarando levemente a região da fratura. Tonalidades decrescentes foram aplicadas sucessivamente (resina Llis opaca DA1), partindo da linha de fratura até próximo ao bordo incisal, reproduzindo a dentina e seus mamelos. Corante branco e resina Llis EA1 foram aplicados para mimetizar pequenas hipoplasias dos dentes vizinhos (Fig.4). No bordo incisal, um filete da resina Llis opaca DA2 foi inserido, conferindo um halo opaco ao dente. O terço incisal foi preenchido com resina translúcida Incisal (Fig.5), seguida da aplicação de resina Llis EB1 translúcida, conferindo alto valor e naturalidade ao esmalte artificial. Acabamento inicial foi realizado e a paciente dispensada.

No retorno, procedeu-se a texturização da superfície e seu polimento final (Figs.6a-6c). A caracterização foi realizada com pontas diamantadas extrafinas e o polimento com lixas, discos abrasivos (Diamond PRO, FGM) e pasta diamantada (Diamond Excel, FGM) com discos de feltro (Diamond Flex, FGM). Ao final desta etapa foi possível observar a excelente estética obtida com as resinas utilizadas (Fig.7), sendo necessárias apenas orientações de alimentação e higienização por parte do paciente, além da confecção de uma placa de proteção para os dentes anteriores.