Recuperando saúde, estética e função em dentes anteriores com Opallis

Dr. Cristian Higashi, Dr. Roberto César do Amaral, Dr. Ronaldo Hirata, Dr. João Carlos Gomes
• Dr. Cristian Higashi Prof. Auxiliar do curso de Odontologia Estética Avançada - ILAPEO/PR; Prof. auxiliar do curso de Escultura Dental com Resinas Compostas - ILAPEO/PR; Mestrando em Odontologia, área de concentração Dentística Restauradora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR). • Dr. Roberto César do Amaral Mestrando em Odontologia, área de concentração Dentística Restauradora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR); • Dr. Ronaldo Hirata Mestre em Materiais Dentários PUC-RS; Doutorando em Dentística restauradora UERJ; Coordenador do curso de Escultura em Resinas Compostas ILAPEO/PR; Ministrante de Cursos do Projeto www.KinaScopinHirata.com.br ; Professor do Curso de Pós-graduação Latu Sensu em Odontologia Estética CES/Senac-SP. • Dr. João Carlos Gomes Professor Associado Doutor do curso de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR).

Introdução:

As resinas compostas, desde seu surgimento através de Bowen em 1956, sofreram grandes modificações em sua composição, principalmente no que se refere ao conteúdo inorgânico em relação ao tamanho das partículas, com o intuito de superar as principais limitações deste material, como a contração de polimerização, a infiltração marginal e o desgaste superficial.

Com a tecnologia empregada por parte dos fabricantes na evolução das propriedades mecânicas, os sistemas de resinas compostas, hoje disponíveis no mercado permitem o seu uso tanto em dentes anteriores quanto em dentes posteriores (Baratieri, Araújo & Monteiro, 1993).

As restaurações com resinas compostas em dentes anteriores representam um grande desafio e requerem atenção a detalhes importantes para se obter bons resultados em dentes anteriores. Aos profissionais cabe a necessidade de deter os conhecimentos necessários para elaboração de um planejamento adequado, para correta escolha da técnica restauradora, bem como do material a ser utilizado em relação às suas propriedades mecânicas e óticas, a fim de reproduzir a estrutura dental a ser restaurada, devolvendo saúde, estética e função aos pacientes.

Em relação às características óticas, dispomos de muitos materiais resinosos com diferentes matizes, cromas e valores e da mesma maneira, com diferentes graus de translucidez e opacidade que nos permitem reproduzir as características naturais dos tecidos dentais a serem restaurados. Alguns compósitos nano-híbridos disponíveis no mercado têm seu uso amplamente difundido porque os fabricantes disponibilizam sistemas com uma grande variedade de cores, suprindo desta maneira as necessidades estéticas para a execução de uma restauração em elementos dentais anteriores.

Devido ao crescente avanço tecnológico dos materiais odontológicos, novas técnicas restauradoras surgem a cada momento e para que haja uma ampla difusão das informações, novos artigos com relatos de caso são necessários. Desta forma, este artigo propõe-se a apresentar algumas informações importantes para a obtenção de excelentes resultados estéticos em restaurações de dentes anteriores.

Descrição do caso clínico:

Paciente, 21 anos de idade, sexo feminino, apresentou-se à clínica de Dentística Restauradora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR) insatisfeita com seu sorriso (Fig. 1).

Após exame clínico e radiográfico detalhado, foi diagnosticada a presença de restauração com resina composta antiga e fraturada no elemento 11 e lesão cariosa ativa na face mésio-palatina do elemento 21, sendo esta a razão do escurecimento que pode ser observado através da face vestibular do mesmo dente (Figs. 2, 3 e 4). O tratamento proposto foi a troca da restauração insatisfatória do dente 11; remoção do tecido cariado e restauração com resina composta no dente 21.

Para o restabelecimento da beleza e funcionalidade dos dentes anteriores foi necessário utilizar sistemas de resinas compostas que disponham de uma grande variedade de cores para obtenção de resultados estéticos favoráveis, aliados à capacidade de resistir aos esforços mastigatórios fisiológicos. Desta forma, alguns sistemas microhíbridos apresentando estas características encontram-se presentes no mercado odontológico e uma ótima opção para resolução destas situações clínicas é o sistema Opallis (FGM) que foi utilizado neste caso clínico em questão.

Os passos clínicos foram rigorosamente seguidos, utilizando-se uma técnica simples de estratificação, com auxílio de uma guia palatina em silicone, que permite uma maior previsibilidade do resultado final a ser alcançado (Figs. 5 a 11). Uma sequência de acabamento e polimento foi realizada visando obter maior simetria entre os dois incisivos centrais superiores.

Um correto plano de tratamento e a utilização de materiais restauradores de forma criteriosa podem proporcionar resultados muito satisfatórios ao paciente e ao profissional.

Referências Bibliográficas:

BARATIERI, L.N.; ARAÚJO, E.M.;MONTEIRO JR, S. Advanced Operative Dentistry. Quintessence Germany, 1993.

BOWEN,R.L. Use of epoxy resins in restorative materials. J Dent Res. v.35, p.360-9, 1956.