Pino de fibra associado à restauração direta ampliando as possibilidades

Doutor Daniel Brandão, Doutora Dulce Maria Santos Simões, Doutora Renata Fernandes de Siqueira Lima
Daniel Brandão: Vilela Holanda / Especialista em Dentística pela ABO-AL/ Mestre em Clínica Integrada - São Leopoldo Mandic / Dulce Maria Santos Simões: Doutora em Dentística pela Universidade Federal de Alagoas - UFAL / Mestre em Dentística pela FOA/UNESP / Doutora em Clínicas Odontológicas - São Leopoldo Mandic / Renata Fernandes de Siqueira Lima: Especialista em Dentística pela ABO-AL

A Odontologia Restauradora sofreu uma transformação positiva ao longo do tempo em virtude da evolução dos materiais, do desenvolvimento de técnicas adesivas e ainda pelo aparecimento dos pinos de fibra. Tornou-se mais conservadora, com menos desgaste dos tecidos dentários, podendo ainda possibilitar a realização de trabalhos capazes de resolver, de forma definitiva ou provisória, situações que antes só seriam possíveis com procedimentos mais elaborados e dispendiosos. Às vezes é necessário, dependendo do perfil do cliente e da situação, buscar soluções que possam parecer contrárias aos “protocolos” comprovadamente eficientes. Dentro desse raciocínio, podemos citar os dentes tratados endodonticamente e com extensas destruições, onde, por razões diversas, a restauração direta é o procedimento planejado. A utilização de retentores intrarradiculares, como os pinos de fibra de vidro, que apresentam rigidez semelhante à dentina, sendo capazes não apenas de reter os materiais restauradores, mas também absorver tensões geradas durante os movimentos mastigatórios, associados ao uso de resinas compostas diretas, pode ser um excelente exemplo desse novo momento. Diante do exposto, o presente trabalho tem por objetivo descrever uma alternativa viável de restaurações de dentes anteriores que apresentam comprometimento total de suas coroas clínicas.

Relato do caso clínico

O caso clínico a ser demonstrado retrata o restabelecimento estético de um paciente jovem, que apresentava destruição total das coroas dos incisivos superiores. Estes elementos foram previamente tratados endodonticamente, e o planejamento proposto consistiu na colocação de pinos de fibra de vidro e reconstrução das coroas com resinas compostas.