Espumas Fluoretadas de PH Neutro: Avaliação da Remineralização in Situ

DANELON M, DELBEM ACB, VIEIRA AEM, BRIGHENTI FL, RODRIGUES E

Odontologia Infantil e Social – UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – ARAÇATUBA.
Braz Oral Res 2007;21(Suppl. 1):95-128 (Proceedings of the 24th SBPqO Annual Meeting)
 
E-mail: marcelledanelon@hotmail.com
 
As espumas fluoretadas oferecem menor risco de ingestão de (F) devido à sua consistência e porque
uma menor quantidade do produto é necessária para a aplicação. Entretanto a cinética do F nesse
produto pode interferir na sua reatividade com o esmalte e até o momento não há estudos avaliando
sua capacidade em remineralizar lesões de cárie. O objetivo do presente estudo in situ foi avaliar a
capacidade de uma espuma fluoretada neutra em remineralizar lesões incipientes de cárie. Blocos de
dentes bovinos foram selecionados através da microdureza superficial e divididos em três grupos experimentais:
1) grupo controle (sem tratamento); 2) tratamento com gel fluoretado neutro (2% NaF, DFL)
e 3) tratamento com espuma fluoretada neutra (2% NaF, FGM). A aplicação dos produtos foi realizada
no início de cada fase, que durou três dias, com um período de descanso de quatro dias entre elas. Dez
voluntários utilizaram dispositivos palatinos com quatro blocos cada. Dois blocos foram removidos
30 minutos após a aplicação de F para análise do fluoreto de cálcio (CaF2) formado. Os dois blocos
restantes foram utilizados para análise de microdureza superficial e longitudinal e o CaF2 retido. Os
resultados obtidos através das análises de microdureza superficial e longitudinal mostraram que não
houve diferenças estatísticas entre os produtos fluoretados. A quantidade de CaF2 formado e retido foi
maior nos blocos tratados com a espuma do que com o gel.
Conclui-se que não há diferenças na capacidade em remineralizar lesões incipientes de cárie das espumas
fluoretadas em comparação aos géis fluoretados. (Apoio: FGM-Produtos odontológicos).