Amelogênese Imperfeita – Reabilitação estética em Odontopediatria

Prof. Doutora Teresa Vale e Dra. Aline Gonçalves
*Dra. Teresa: Médica Dentista, Licenciada pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde - Norte (ISCSN), Portugal. Doutorada em Odontologia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de Barcelona, Espanha. ** Dra Aline: Médica Dentista, Licenciada pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde - Norte (ISCSN), Portugal. Mestre em Ortodontia pelo ISCSN.

A Amelogênese imperfeita é uma alteração de caráter hereditário que afeta o esmalte dentário dos dentes temporários e permanentes, com ausência de manifestações sistémicas. A transmissão do gene pode acontecer de forma autossômica dominante, autossômica recessiva ou estar relacionada ao cromossoma X, e a origem genética da anomalia pode ser resultado de defeitos nas proteínas da matriz do esmalte. Pode provocar, como consequência, sensibilidade dentária, perda da dimensão vertical e comprometimento a nível estético. O esmalte dentário é afetado com alta variabilidade, desde deficiência na formação do esmalte até defeitos no conteúdo mineral e proteico. Conforme o grau de severidade da afetação do esmalte, são vários os protocolos de tratamento que podem ser realizados como, múltiplas extrações dentárias, restaurações estéticas, confecção de coroas de aço pré-formadas ou de resina composta, próteses removíveis ou fixas, sendo sempre necessária uma boa motivação para a higiene oral para que se verifique sucesso do tratamento. O planejamento e a escolha da melhor alternativa de tratamento dependem do nível sócio econômico, da idade do paciente, e da gravidade da anomalia estrutural.

Caso Clínico: O caso clínico refere-se a uma criança de 4 anos, do sexo masculino, com Amelogênese Imperfeita com perda da dimensão vertical. Iniciou-se o tratamento pelo setor anterior para aumentar a auto-estima da criança, uma vez que o comprometimento estético é importante. Os dentes foram restaurados com coroas de acetato e Opallis Odontopediatria (figuras 1 – 30). No setor posterior preconiza-se a reabilitação da dimensão vertical com coroas de aço pré-formadas. A publicação deste caso clínico foi autorizada pelos responsáveis pela criança através da assinatura de um consentimento informado.